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Economia 28 de abril de 2026

Castelo Branco: PS e Chega aprovam contas de 2025 da Câmara em Assembleia Municipal

Por: Diário Digital Castelo Branco com Lusa

A Assembleia Municipal de Castelo Branco aprovou esta 3ªfeira, 28 de Abril, por maioria simples, as contas do município do exercício de 2025, com um saldo corrente de 10,5 milhões de euros (ME).

As contas do exercício do município de Castelo Branco em 2025 foram aprovadas sem votos contra dos deputados com assento na Assembleia Municipal e com 21 votos a favor, da bancada do partido socialista (PS) e do Chega e com 18 abstenções do PSD/CDS-PP e da Iniciativa Liberal (IL).

“A prestação de contas de 2025 mostram um ciclo de rigor e de resultados. Foi a quarta melhor execução orçamental dos últimos 20 anos”, afirmou o presidente da Câmara Municipal, Leopoldo Rodrigues, durante a apresentação dos documentos de prestação de contas do exercício do ano passado.

O autarca realçou o saldo corrente de 10,5 ME e sublinhou que a Câmara Municipal aumentou as transferências e subsídios concedidos em mais de um milhão de euros.

Por outro lado, Leopoldo Rodrigues explicou que o seu executivo prevê devolver mais de 2,7 ME do imposto de Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) aos munícipes.

“Os resultados mostram, de forma clara, o que temos feito. As contas refletem um trabalho muito determinado por parte da Câmara Municipal”, vincou.

A deputada municipal socialista Patrícia Coelho sublinhou que “os factos são bastante claros” destacando o saldo corrente de 10,5 ME e um défice global de um milhão de euros.

“Trata-se de um sinal inequívoco da sustentabilidade financeira. Uma margem sólida que permite à Câmara Municipal, de forma consciente, decidir o investimento. A Câmara Municipal tem menos dinheiro parado no banco. A sua função é servir as pessoas e isso implica investir” frisou.

Já o deputado do PSD/CDS-PP, Armando Ramalho, admitiu que os números correspondem à realidade.

Contudo, salientou que é necessário esclarecer o diferencial de um milhão de euros entre a despesa de (66,3 ME) e a receita (62,6 ME),

“Este diferencial negativo não pode ser desprezado”, disse.

O deputado municipal social-democrata criticou o aumento da despesa com o pessoal que considerou ser uma “opção política e deliberada de expansão municipal” e realçou que o passivo “cresceu cerca de 3,5 ME num ano”.

Armando Ramalho disse ainda que no final de 2021, a Câmara Municipal tinha 44,7 ME em depósitos bancários e quatro anos depois, esse valor reduziu para 36,1 ME.

“São menos oito milhões de euros em depósitos sem que tal redução seja acompanhada por um investimento estruturante. É esta uma gestão verdadeiramente equilibrada?”, questionou.

Já o deputado da IL António Fonseca criticou o aumento de funcionários no município que em 2025 se situou numa despesa de 13 ME.

“Onde está o retorno do aumento da despesa? Temos mais funcionários e muito mais despesa. Isso exige uma explicação e resultados”, vincou.

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