Instituto Politécnico de Castelo Branco tem contas in(certas)

Têm sido várias as declarações e comunicados à comunicação social, conferências de imprensa inclusivé, por parte do Presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), António Fernandes, de que ele é e foi o promotor do equilíbrio orçamental da Instituição de Ensino Superior.

  • Educação
  • Publicado: 2021-01-05
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

O presidente do IPCB faz questão, cada vez que fala em público, de se referir à evolução da dotação orçamental da instituição na última década, com os resultados obtidos no ano em que a Instituição comemorou o 40º aniversário, com aumento o número de novos estudantes e obtenção do equilíbrio financeiro como se pode ler nestes links  https://www.ipcb.pt/ipcb-cresce-em-numero-de-alunos-e-equilibra-contas    https://www.diariodigitalcastelobranco.pt/noticia/55172/politecnico-de-castelo-branco-tem-mais-alunos-ao-equilibrar-contabilidade-    https://www.reconquista.pt/articles/ipcb-cresce-em-alunos-e-equilibra-contas

A situação comunicada e anunciada pelo Presidente do IPCB, entende-se, de facto, caracterizadora de um mau estado das contas da Instituição de Ensino, até à sua tomada de posse, assim como, se lhe reconhecia, pelas suas palavras e atos, o mérito pela sua capacidade de gestão e de reformas na Instituição.

Reformas essas que se estendem a uma reestruturação do IPCB por parte de António Fernandes como se pode ler aqui https://www.ipcb.pt/ipcb-com-reestruturacao-organizacional-formalizada

Mas será assim? Esses “louros” e “créditos” podem-lhe ser reconhecidos? Vejamos.

Sucedendo a Carlos Maia, António Fernandes, é Presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco desde Abril de 2018.

As contas do IPCB refletem-se no quadro a que o DDCB teve acesso e que se apresenta e, como se pode verificar, há uma dotação inicial em 2020 (€16.778.613) com mais €1.330.912 que em 2017, mais €1.215.321 que em 2018 e mais €654.226 que em 2019.

Ou seja, em 2020, a correção financeira foi logo feita na dotação inicial, enquanto nos anos anteriores, houve reforços ao longo do ano.

Portanto, as dotações financeiras iniciais desde 2018, ano em que tomou posse, foram sempre maiores de ano para ano.

Segundo informação a que o Diário Digital Castelo Branco teve acesso de fonte segura, nos últimos 4 anos, no ano em que a dotação final foi mais baixa (2019), não houve capacidade por parte do Presidente do IPCB para pagar as despesas da Caixa Geral de Aposentações referentes a Novembro no valor de €615 000.

Extrai-se também deste quadro financeiro que este Presidente aumentou os custos com pessoal de 2019 para 2020, registando-se um aumento significativo de €1 594 334,00.

No âmbito da reestruturação do IPCP e complementar esta informação, no passado dia 23 de Dezembro de 2020, o DDCB questionou o Presidente António Fernandes quais são as 'novas Escolas' e quais são os departamentos propostos? Enquanto docente do IPCB a que Departamento de Docência V. Exa pertence e desde quando? A qual departamento pertencia e desde quando V. Exa pertencia ao mesmo? Tem V. Exa admitido novos colaboradores para o IPCB e, se sim, qual o número de trabalhadores do IPCB até Maio de 2018 e até a atual data? Têm existido requalificações de carrarei profissional? Se sim, pode V. Exa quantifica-las? 

Até ao fecho da edição deste artigo o DDCB não obteve qualquer resposta às questões colocadas a este responsável, sendo as mesmas de gradual importância a poder esclarecer os leitores pelos méritos lhe podem ser efetivamente reconhecidos, para que serve a famigerada reestruturação do IPCB, por si ombreada e por muitos criticados, quando os custos subiram desmedidamente, e quais são os efetivos beneficiários da reestruturação e dos aumentos de custos com salários.

António Fernandes, pode para já reconhecer como mérito seu, o aumento do fosso entre o total de receitas e as despesas com pessoal, como não se verificava desde 2009.

 

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