Castelo Branco: Conselho Geral do Politécnico formalizou reestruturação apresentada por António Fernandes

O Conselho Geral do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) decidiu esta 4ªfeira, dia 8 de Julho, que a instituição deve proceder à reestruturação organizacional que prevê que as atuais seis escolas deem origem a quatro novos estabelecimentos de ensino.

  • Educação
  • Publicado: 2020-07-09
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

A proposta colocada a votação mereceu o voto favorável de 18 dos 25 conselheiros que compõem o órgão, garantindo a obrigatoriedade de obtenção da concordância de dois terços dos conselheiros", explica, em comunicado o IPCB.

A reunião do Conselho Geral realizada hoje, deliberou que o IPCB "deverá proceder a uma reestruturação organizacional preconizada na proposta de reestruturação apresentada pelo presidente do IPCB, e discutida no Conselho Geral, correspondente ao Cenário A, que visa a constituição de nove departamentos transversais a toda a instituição e a associação dos mesmos em quatro novas unidades orgânicas".

O presidente do IPCB, António Fernandes, congratulou-se com a aprovação da proposta e recorda que o tema da reestruturação organizacional foi abordado com detalhe no seu programa de ação, submetido aquando da sua candidatura a presidente desta instituição de ensino superior público.

Adianta ainda que no Plano Estratégico do IPCB para o quadriénio 2019 - 2022, aprovado sem votos contra em reunião do Conselho Geral realizada em janeiro de 2019, consta, como linha de orientação estratégica, a reestruturação organizacional da instituição.

António Fernandes realça que a votação "reflete uma indiscutível vontade de mudança, de definição estratégica e de capacitação do IPCB para o futuro, reforçando a sua afirmação no panorama regional, nacional e internacional".

"Por outro lado, é um sinal claro da vontade do IPCB fazer o seu próprio caminho, definindo e defendendo a sua estratégia", acrescenta.

O Conselho Geral integra conselheiros eleitos pelos membros da comunidade académica que representam (professores e investigadores; funcionários não docentes; estudantes) e conselheiros cooptados propostos pelos membros eleitos.

As quatro novas escolas terão, genericamente, as seguintes valências: Educação e Artes Aplicadas; Saúde e Desporto; Tecnologia e Ciências Agrárias; Informática e Gestão.

A próxima fase prende-se com a elaboração dos novos estatutos do IPCB.

A proposta apresentada pelo presidente da instituição, António Fernandes, e que mereceu agora o aval do Conselho Geral, tem merecido várias críticas, nomeadamente do presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto.

O autarca já deixou claro que a escolha deste cenário no âmbito do processo de reestruturação organizacional do IPCB não tem qualquer justificação económica e financeira e adianta que, nesta redução de seis para quatro escolas, a instituição "vai apenas poupar em dois diretores de duas escolas".

"A escolha das quatro escolas é o cenário que prevê que a Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova (ESGIN) perca a sua sede para Castelo Branco e a deslocação de alguns cursos da ESGIN para Castelo Branco. Com isto, é passada a certidão de óbito à escola de Idanha-a-Nova, que perde também a sua autonomia administrativa, científica e pedagógica", sustentou.

Em fevereiro deste ano, uma petição pública com 5.603 assinaturas em defesa da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova e da sua autonomia, colocada em causa pela reorganização do Politécnico de Castelo Branco, foi entregue na Assembleia da República.

"A petição que defende a sede da ESGIN em Idanha-a-Nova, bem como a sua autonomia administrativa, pedagógica e científica foi recebida em mão pelo deputado António Filipe, na qualidade de vice-presidente da Assembleia da República", lê-se na nota.

O Movimento pela Autonomia da ESGIN é composto por um conjunto de nove cidadãos idanhenses.

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