Por: Diário Digital Castelo Branco
O Grupo Cívico “Por Portugal. Por Todos.”, com o apoio do Município de Penamacor, promoveu a conferência “Regionalização: uma reflexão”, esta sexta-feira, 25 de setembro, no Palace Hotel & SPA – Termas de S. Tiago, em Penamacor. O debate contou com a presença de várias figuras do panorama político nacional, entre as quais Alexandra Leitão, Rui Rio, Cecília Meireles, Daniel Oliveira, Isaltino Morais, Berta Nunes e Carvalho Rodrigues, além de diversos autarcas da região.
A iniciativa pretendeu promover uma reflexão cívica, crítica e atual sobre a regionalização, contribuindo para o debate em torno da oportunidade, dos termos e do modelo a adotar, tendo em vista uma Administração Pública mais eficiente, capaz e próxima das pessoas.
O programa integrou dois painéis de debate, moderados por Luís Castro e Bruno Pereira.
Presente na iniciativa e responsável pela abertura e pelo encerramento dos trabalhos, o Presidente da Câmara Municipal de Penamacor, José Miguel Oliveira, destacou a importância do tema para os territórios do interior.
“Este é um tema que diz muito a quem vive no Centro da Península Ibérica. Espero que, em conjunto, consigamos encontrar um caminho para que os nossos territórios se desenvolvam cada vez melhor e para que Portugal seja mais coeso, que olhe para o seu território de norte a sul e de este a oeste e perceba que existem potencialidades em toda a sua extensão. Quanto mais autodeterminação dermos às pessoas que vivem nesses territórios, maior e melhor futuro teremos a nível nacional”, afirmou.
O autarca agradeceu as “brilhantes” intervenções dos oradores e destacou, igualmente, o papel desempenhado pelo Poder Local na coesão e no desenvolvimento do território. “Completam-se, em 2026, 50 anos de Poder Local Democrático. Viveríamos muito pior se não fossem os municípios, as juntas de freguesia e o papel de proximidade dos autarcas junto das suas populações. Não tenho dúvidas de que o território seria muito mais desenvolvido se tivéssemos alguém que olhasse para ele de uma forma mais próxima”, afirmou.
José Miguel Oliveira apontou, ainda, alguns investimentos que considera essenciais para o desenvolvimento e a ligação dos territórios do interior. “É muito mais fácil olhar para investimentos como terceiras travessias sobre o Tejo, como mega aeroportos, como uma terceira, uma quarta ou uma quinta via na Segunda Circular, ou como qualquer outro investimento nos territórios do litoral, do que para vias tão estruturais como o IC31, o IC6 ou para a capilaridade das ligações entre os nossos territórios. A fixação de pessoas não passa exclusivamente pelo desenvolvimento económico ou pelos serviços públicos. É preciso mais e é necessário aproximar os territórios uns dos outros. Não podemos ter tudo em todo o lado, mas podemos ter tudo aquilo de que necessitamos numa região”, concluiu.