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Cultura 27 de setembro de 2026

Um dia em cheio na Boomland de Idanha-a-Nova

Por: Diário Digital Castelo Branco

A casa do Boom Festival abriu-se à região num dia de natureza, arte, música e gastronomia que juntou as pessoas da região. Esta foi a primeira edição, o encontro passa a acontecer todos os anos.

A Herdade da Granja abriu hoje as portas à região. Na primeira edição do Dia da Boomland, a propriedade junto a Idanha-a-Velha trocou a multidão internacional do festival pelos residentes da Beira Baixa. Vieram famílias, crianças, séniores e novos residentes — cerca de mil pessoas, muitas delas pela primeira vez, — interessadas em conhecer um lugar de que sempre ouviram falar. A entrada foi livre e os pré-registos esgotaram antes do dia. A data não foi escolhida por acaso: passaram dez anos desde que a organização decidiu, em setembro de 2016, fazer da herdade a sua casa definitiva. O encontro nasceu como um agradecimento a quem a acolheu, mas vai repetir-se todos os anos.

Durante todo o dia, a herdade viveu a um ritmo mais calmo do que o dos grandes eventos. Houve passeios pela natureza e pelas esculturas  e peças de arte espalhadas pelo terreno, e mostrou-se o trabalho de regeneração da paisagem que ali se faz ao longo do ano. Ouviu-se a viola beiroa ao lado de um DJ set de world music, e houve yoga, dança e oficinas para todas as idades. À mesa, o chef Miguel Rocha Vieira, com raízes no distrito, reinterpretou os sabores da região. Uma forma de aproximar a Boomland de quem vive no território, antes de o Boom regressar em julho de 2027 para comemorar os 30 anos.

Entre os visitantes estiveram representantes de várias entidades públicas e privadas. Marcaram presença a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, a Proteção Civil e os bombeiros, o ICNF e a Agência Portuguesa do Ambiente, a Universidade da Beira Interior e a Universidade Politécnica de Castelo Branco. Também estiveram o Comando Distrital da GNR, a Unidade de Saúde de Castelo Branco, a Autoridade para as Condições do Trabalho e o Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes, entre outros.

Para Artur Mendes, co-fundador e membro da direção Idanha Culta "foi uma primeira experiência que, espero, tenha sido bem conseguida. Recebi mensagens muito positivas. Claro que para o ano será melhor. Espantosamente, por vezes é mais difícil para nós organizar eventos mais pequenos, como este, do que o Boom Festival. Foi uma boa aprendizagem. Em 2025, tivemos ações que abrangeram Idanha-a-Nova, Ladoeiro, Zebreira, Monsanto e Penha Garcia. Hoje, quisemos juntar muitas destas pessoas. O Dia da Boomland é, portanto, uma nova iniciativa que reforça a ideia de trazermos cultura, arte e públicos à região".

Elza Gonçalves, presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova afirma que "costumo dizer que o Boom não é apenas importante para Idanha e para a região, é importante para o país inteiro. É um evento que consegue unir a nossa cultura, a nossa natureza, o ambiente e a sustentabilidade, mas também a atividade turística. Consegue atrair pessoas do mundo inteiro para Idanha-a-Nova e promove o nosso território internacionalmente. O Dia da Boomland é muito importante porque convida toda a comunidade a visitar esta herdade e o trabalho que nela é feito.»

O professor da Universidade Politécnica de Castelo Branco, João Neves, afirma que "este evento e tudo o que tem sido feito no passado, além das parcerias que temos mantido com a Boomland, são absolutamente determinantes. Podem abrir caminho a novas ofertas formativas que ajudem a reforçar a nossa relação com esta comunidade.»

Já Ricardo Machado, empresário, Águas de Monfortinho, afirma que «como investidor da região, eventos como este são o melhor que podia ter, porque o mais difícil já foi feito. Não há qualquer dúvida de que muitas pessoas conhecem Idanha por causa do Boom. Espero que agora comecem a conhecer também Monfortinho. Acho que o Boom é hoje muito mais do que o impacto que provoca no turismo da região. É o melhor exemplo de uma região que, apesar de tudo, consegue resistir e que, mais do que isso, teve a capacidade de organizar um evento que é uma referência mundial. Sempre que há uma edição do Boom, conseguimos dar uma notoriedade brutal aos nossos espaços. O impacto na economia é óbvio, e culturalmente também. A região fica a ganhar.»

Por fim, Teresa Álvares, administradora regional da Agência Portuguesa do Ambiente declara que "este projeto tem respeito pelo território, pelo ambiente e pelos recursos hídricos, o que é extremamente importante e diferenciador. Quando assim é, gostamos de fazer parte e queremos ser considerados parceiros".

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