Por: Diário Digital Castelo Branco
Mais de seis meses depois da tempestade Kristin, o edifício do CATAA continua desativado e sem obras de recuperação à vista. A coligação “SEMPRE por todos” (PSD/CDS-PP) alerta para o agravamento da degradação da infraestrutura e considera incompreensível a ausência de uma resposta célere do Executivo Municipal.
O edifício do Centro de Apoio Tecnológico Agro-Alimentar (CATAA) foi fortemente afetado pela tempestade Kristin e, desde então, deixou de funcionar nas suas condições normais. Os trabalhadores foram recolocados noutro espaço e os equipamentos, que representam um investimento de muitos milhares de euros, tiveram de ser acondicionados noutros locais.
“Passaram mais de seis meses. O edifício continua vulnerável, continua a degradar-se e continuamos sem ver uma intervenção concreta para resolver o problema. É tempo de perguntar: afinal, quando vão começar as obras no CATAA?”, questiona o vereador José Augusto Alves.
Para a coligação, perante a importância desta infraestrutura e a dimensão dos danos provocados pela tempestade, seria expectável que a recuperação tivesse sido tratada como uma prioridade.
A preocupação aumenta com a aproximação do inverno e do período de maior pluviosidade.
“Estamos a aproximar-nos do inverno. Cada novo período de chuva pode agravar os danos e tornar a recuperação mais difícil e mais cara. Não podemos continuar simplesmente a assistir à degradação de um investimento desta dimensão”, alerta José Augusto Alves.
O vereador recorda ainda a importância estratégica do CATAA para Castelo Branco e para um setor com enorme relevância no território.
“O CATAA foi criado para ter um papel ativo no apoio ao setor agroalimentar, às empresas, à inovação e à valorização dos nossos produtos. Não faz sentido termos uma infraestrutura desta importância praticamente parada durante tantos meses sem uma solução à vista”, afirma.
A coligação SEMPRE por todos (PSD/CDS-PP) exige, por isso, que o Executivo Municipal esclareça publicamente que diligências foram realizadas desde a tempestade, em que ponto se encontra o processo de recuperação e qual a data prevista para o início das obras.
“Passados mais de seis meses, não basta continuar a esperar. O CATAA precisa de respostas, precisa de obras e precisa de voltar a cumprir a sua missão. É preciso agir, e agir já”, conclui José Augusto Alves.