Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) acolheu até ao momento 400 refugiados de um total de 1.200 que chegaram a Portugal, o que representa 33% do contexto global.
A Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) acolheu até ao momento 400 refugiados de um total de 1.200 que chegaram a Portugal, o que representa 33% do contexto global.
"Na PAR, o número de migrantes acolhidos neste momento, estamos a falar na ordem das 400 pessoas (mais de 170 famílias), sendo que em Portugal falamos na ordem dos 1.200 migrantes refugiados chegados ao país. No contexto global, falamos de mais de 30% do contexto dos refugiados chegados a Portugal", disse hoje à agência Lusa Miguel Oliveira, da PAR.
Este responsável deslocou-se a Castelo Branco para participar no seminário "Migrações e Refugiados", organizado pela Amato Lusitano - Associação de Desenvolvimento, no âmbito do seu projeto "Passaporte Global II".
Miguel Oliveira adiantou que a integração destes migrantes refugiados está a decorrer conforme é possível: "Naturalmente que as famílias que têm chegado, têm encontrado alguma dificuldade inicial em se adaptarem. Estamos a falar de realidades muito distintas".
Neste momento, integram a PAR instituições que estão divididas em dois níveis, um primeiro grupo de cerca de 400 que são parceiras e integram a plataforma e que dão diversos tipos de respostas, não só acolhimento.
Dentro destas, há um conjunto de cerca de 170 que mostraram só interesse em acolher os migrantes.
Este responsável da PAR explicou ainda que segundo a experiência que têm no terreno, a maior parte das famílias gostam e preferem estar em Portugal.
"Evidentemente que há sempre outras famílias e pessoas que têm outras expetativas até por questões familiares que têm noutras zonas da Europa", frisou.
Contudo, realçou que a grande maioria que está a ser acolhida pela plataforma ficou e permanece no país.
Segundo Miguel Oliveira, a maioria dos refugiados são essencialmente sírios, havendo ainda alguns iraquianos e eritreus.
A Caritas de Castelo Branco acolheu já duas famílias, uma iraquiana composta por quatro pessoas que permanece na cidade, e uma outra, síria, com sete pessoas, que acabou por partir.
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