Por: Diário Digital Castelo Branco
A coligação SEMPRE por todos (PSD/CDS-PP) apresentou, na Assembleia Municipal de Castelo Branco de 28 de Abril, uma moção que visa solicitar esclarecimentos à Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) relativamente à inclusão do Rali de Castelo Branco como prova opcional no Campeonato de Portugal de Ralis de 2026.
A coligação SEMPRE por todos (PSD/CDS-PP) apresentou, na Assembleia Municipal de Castelo Branco de 28 de Abril, uma moção que visa solicitar esclarecimentos à Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) relativamente à inclusão do Rali de Castelo Branco como prova opcional no Campeonato de Portugal de Ralis de 2026.
A moção foi aprovada, com os votos favoráveis da coligação proponente, do Chega, da Iniciativa Liberal e do PEP, e a abstenção do Partido Socialista.
Nos últimos anos, o campeonato tem sido composto por oito provas, maioritariamente localizadas junto à faixa costeira ou a norte do rio Douro, sendo o Rali de Castelo Branco uma das poucas exceções. Para 2026, a introdução de uma nova prova levou à criação de um modelo em que os concorrentes terão de optar entre duas provas para pontuar, sendo uma delas o rali albicastrense.
Na apresentação da moção, a deputada municipal da coligação, Maria José Rafael, alertou que “esta decisão levanta sérias dúvidas quanto aos critérios utilizados, sobretudo quando o Rali de Castelo Branco apresenta avaliações superiores a outras provas do campeonato”.
A eleita sublinhou ainda que “não está em causa apenas uma prova desportiva, mas um evento com impacto direto na economia local, no turismo e na projeção do concelho”, defendendo que “o Município não pode ficar indiferente a uma decisão que aparenta penalizar, sem fundamentação clara, uma iniciativa com mérito reconhecido”.
A moção recorda também declarações públicas do presidente da Escuderia Castelo Branco, que classificou a situação como “uma injustiça tremenda”, lamentando que “o mérito não tenha presidido à decisão” da Federação.
Nesse sentido, a coligação propõe que o Município solicite formalmente à FPAK uma clarificação detalhada, com evidência dos critérios utilizados, questionando se a decisão respeita os princípios de transparência, representatividade e equidade previstos nos estatutos da própria federação.
Como referiu Maria José Rafael, “o que está em causa é garantir que decisões com impacto no território sejam tomadas com base em critérios claros, justos e transparentes”.
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