Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Um projeto internacional de prevenção da radicalização, que envolverá cinco países, vai ser dinamizado a partir da Covilhã, disse à Lusa o responsável pelo BSAFE LAB, laboratório que coordenará esta ação.
Um projeto internacional de prevenção da radicalização, que envolverá cinco países, vai ser dinamizado a partir da Covilhã, disse à Lusa o responsável pelo BSAFE LAB, laboratório que coordenará esta ação.
"Estamos a falar de um programa que visa a formação de adultos e que, numa primeira etapa, trabalhará diretamente com 180 profissionais de sistemas prisionais de diferentes países: Portugal, Noruega, Turquia, Bélgica e Roménia", explicou Nuno Garcia, que dirige aquele laboratório da Universidade da Beira Interior (UBI).
Com a denominação "R2PRIS - Radicalization Prevention in Prison", o projeto conta com um orçamento de 330 mil euros e prolonga-se até setembro de 2018, sendo que a primeira reunião de trabalho decorrerá hoje, na Covilhã, num encontro que reúne vários especialistas internacionais de segurança e contraterrorismo.
Segundo Nuno Garcia, a ação do R2PRIS tem como público-alvo os profissionais de sistemas prisionais, ambiente este é considerado "catalisador de radicalismo".
"Tendo em conta que o objetivo é exatamente o de prevenir esse tipo de comportamentos, o trabalho a desenvolver será realizado com guardas prisionais, assistentes sociais, psicólogos e professores, entre outros", especificou.
Segundo referiu, os profissionais abrangidos integrarão "um programa de treino que vai ter cinco componentes com 160 sessões de três horas cada e que envolvem aulas de contacto direto e ‘online’".
O objetivo é o de que, no final, cada um dos envolvidos esteja sensibilizado para o problema e tenha adquirido ferramentas e métodos de ação que lhe permita "identificar, reportar, interpretar todos os sinais de radicalização" e consiga "dar uma resposta adequada".
"Começaremos por estudar o estado da arte para a seguir podermos identificar e analisar os casos de sucesso, adaptando-os depois às diferentes realidades das prisões de cada país", referiu Nuno Garcia.
Para desenvolver este trabalho, O BSAFE LAB da UBI conta já com "parceiros internacionais de topo", como a IPS_Innovative Prison Systems, o Centro de Estudos Penitenciários da Roménia ou as administrações penitenciárias da Bélgica, Portugal, Noruega, Roménia, Turquia e as organizações Europeia (EuroPRIS) e Mundial (ICPA) que as representam.
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