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Economia 18 de fevereiro de 2013

Seguro envia carta e quer que a troika faça avaliação política e não meramente técnica

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O secretário-geral do PS, António José Seguro, enviou hoje uma carta às três instituições que formam a 'troika', pedindo que na 7ª avaliação do programa de resgate, a arrancar em breve, sejam enviados a Portugal "responsáveis políticos".

 

O secretário-geral do PS, António José Seguro, enviou hoje uma carta às três instituições que formam a 'troika', pedindo que na 7ª avaliação do programa de resgate, a arrancar em breve, sejam enviados a Portugal "responsáveis políticos".

"A próxima avaliação é crucial para a vida dos portugueses. Exige-se  que seja uma avaliação política tendo em conta a grave situação económica  e social. A Comissão Europeia, o Banco Central Europeu  (BCE) e o Fundo Monetário  Internacional  (FMI) devem enviar a Portugal responsáveis políticos com capacidade  de decisão", escreve António José Seguro aos líderes das entidades internacionais,  uma missiva a que a agência Lusa teve acesso. 

Em paralelo, o secretário-geral socialista enviou também uma carta ao  primeiro-ministro, onde informa Pedro Passos Coelho dos alertas dados à  'troika' e reitera que "a austeridade está a agravar os problemas do país  e a conduzir a uma situação social insustentável". 

A 'troika', formada por representantes da Comissão Europeia, BCE e FMI,  começa no fim do mês a 7ª avaliação do programa da execução do memorando  de assistência financeira, onde deverá discutir com o Governo o corte de  quatro mil milhões de euros nas funções sociais do Estado. 

Para António José Seguro, a situação económica e social em Portugal  "agravou-se fortemente", resultado da "política da austeridade do custe  o que custar". 

"Mais desemprego, menos economia, mais falências e insolvências, mais  pobreza, mais emigração de portugueses qualificados, em particular os jovens.  Este é o retrato trágico da política da austeridade do custe o que custar",  diz Seguro na carta enviada às instituições internacionais. 

"Os portugueses não aguentam mais! Estamos à beira de uma tragédia social.  Chegou o momento de dizer basta!", adverte também o socialista, para quem  "não está em causa, como nunca esteve", o cumprimento das obrigações externas  de Portugal.  

"Honramos os nossos compromissos e queremos cumpri-los", frisa. 
O que está em causa, declara Seguro, "é a política escolhida, a da austeridade  expansionista, que não atinge os objetivos a que se propôs e está a criar  problemas sociais e económicos de uma enorme gravidade". 

"A avaliação politica que propomos deve desenhar uma estratégia credível  de consolidação das contas públicas, dando prioridade ao crescimento económico  e à criação de emprego. Já não é só uma opção ideológica, como o PS tem  defendido, trata-se de realismo. É uma obrigação moral, olharem para a situação  de Portugal e terem, Governo e a 'troika', a humildade de reconhecerem que  a vossa receita falhou", escreve o secretário-geral na carta a que a Lusa  teve acesso. 

Seguro reitera também a necessidade de Portugal ter mais tempo "para  a consolidação das contas públicas, para o pagamento da dívida, de juros  mais baixos e de um adiamento do pagamento de juros" aos credores. 
A missiva do líder socialista foi endereçada em nome dos presidentes  da Comissão Europeia, BCE e FMI: Durão Barroso, Mário Draghi e Christine  Lagarde, respetivamente. 

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