Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa
O candidato presidencial apoiado pelo PS, António José Seguro, afirmou hoje que pode ser o mais votado na primeira volta, após uma visita ao Mercado Municipal de Castelo Branco, distrito de onde é natural.
"Aquilo que eu sinto - já vinha a sentir e aqui está reforçado - é que eu posso ser o candidato mais votado na primeira volta. Mas para isso é preciso que os portugueses se mobilizem em torno da minha candidatura", disse hoje o candidato presidencial, que esteve acompanhado pelo presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues (PS), e pelo deputado socialista, Nuno Fazenda.
Frisando que a sua corrida presidencial "é mais do que uma candidatura, é um projeto e movimento de esperança para mudar muita coisa que está mal" em Portugal, disse que não precisa de "vender absolutamente nada", até ao final da campanha eleitoral, quanto a ser diferente dos outros candidatos.
"São as pessoas que dizem aquilo que sentem. Naturalmente que me deixa [com] uma enorme alegria. São as pessoas que me conhecem há muitos, muitos anos, há 50 anos", disse, acreditando ainda que vai "conseguir mobilizar" a população desacreditada da política.
Considerando que o seu discurso tem sido "muito simples" e focado em "conversar com as pessoas", Seguro esteve hoje, no mercado de Castelo Branco, à escuta de "como é que são as dificuldades de produzir, as dificuldades de vender".
"Muitas das vezes, a competição que existe com grandes superfícies e que torna muito difícil a vida destes pequenos agricultores. Para mim, a política é isto: é escutar, ouvir para compreender melhor e para depois poder decidir também melhor", apontou.
António José Seguro disse ainda que contactou com "gente trabalhadora, honrada, a que o Estado muitas vezes voltou costas", pois é "muito centralista", dizendo que é necessário "olhar para o Interior como uma oportunidade e não como um problema".
António José Seguro disse ainda valorizar os testemunhos "de pessoas que não são candidatas, que apenas querem que a sua vida melhore e que o país progrida".
"São elas, no fundo, as minhas testemunhas. As pessoas que podem dizer 'este homem, ao longo da vida, foi sempre isto'. São estes valores: de honestidade, de trabalho, de verdade, que eu levo para Belém", concluiu.
As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.
Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.
A campanha eleitoral decorre de 04 a 16 de janeiro.
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