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Economia 3 de janeiro de 2013

CDS apela ao PS para seguir o exemplo da UGT e de João Proença

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O líder parlamentar do CDS apelou hoje ao PS para seguir o exemplo de responsabilidade e de sentido de Estado da UGT, demonstrando abertura a consensos políticos, designadamente na questão das indemnizações por despedimento.

 

 O líder parlamentar do CDS apelou hoje ao PS para seguir o exemplo de responsabilidade e de sentido de Estado da UGT, demonstrando abertura a consensos políticos, designadamente na questão das indemnizações por despedimento.

Nuno Magalhães falava em plenário, na Assembleia da República, após uma intervenção do dirigente socialista Miguel Laranjeiro crítica em relação ao Governo por ter aprovado uma proposta de redução para 12 dias das indemnizações por despedimento, sem que esse diploma tenha sido objeto de consenso em concertação social.

De acordo com o líder parlamentar do CDS, nas circunstâncias em que Portugal se encontra, sob assistência financeira, "tem de haver diálogo político, consenso e concertação social".

"Pelo papel que desempenha na sociedade portuguesa, era importante que o PS tivesse o mesmo sentido de compromisso, o mesmo sentido de responsabilidade e de Estado que a UGT e o seu secretário-geral, João Proença, já demonstraram no passado, demonstraram na quarta-feira e que certamente vão continuar a demonstrar. Em tom de desejo, digo que seria bom que o PS tivesse mais atenção quer à prática político-sindical de João Proença, quer ao seu sentido de responsabilidade e de Estado", frisou Nuno Magalhães.

Em relação à proposta que reduz as indemnizações por despedimento, Nuno Magalhães insistiu que o CDS "está disponível para, em diálogo com os parceiros sociais, arranjar as melhores soluções que possam respeitar os compromissos externos [memorando da troika] e internos assumidos".

Miguel Laranjeiro respondeu, dizendo ter "apreciado" a intervenção de Nuno Magalhães, mas, depois, apontou uma série de alegadas contradições no discurso e na prática política do Governo PSD/CDS.

"O ministro Miguel Relvas diz que a privatização da RTP é para se fazer até ao final do ano passado, mas o CDS diz que nem pensar; o PSD diz que o Orçamento para 2013 é o melhor do mundo, mas o CDS tem muitas dúvidas; e na questão dos despedimentos a posição do ministro da Economia não é exatamente a mesma do ministro das Finanças", disse.

O dirigente socialista referiu-se ainda a questões dentro da maioria que suporta o executivo no processo de elaboração do Orçamento do Estado para 2013.

"Queixas de não serem ouvidos têm os senhores no CDS. Toda a gente ouviu o presidente de CDS [Paulo Portas] de não ter sido ouvido na elaboração do Orçamento", referiu.

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