Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Muitos professores que não conseguiram trabalho em setembro continuam sem receber o subsídio de desemprego, havendo casos de casais nestas circunstâncias, o que já levou a Federação Nacional da Educação (FNE) a pedir a intervenção do Governo.
Muitos professores que não conseguiram trabalho em setembro continuam sem receber o subsídio de desemprego, havendo casos de casais nestas circunstâncias, o que já levou a Federação Nacional da Educação (FNE) a pedir a intervenção do Governo.
“Há várias situações em que o pagamento do subsídio de desemprego, por alteração eventual de procedimentos ou rotinas dos serviços, estão a ser processados mais lentamente do que o habitual e desejável”, disse hoje à agência Lusa o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva.
O dirigente sublinhou que para as pessoas nestas circunstâncias o subsídio de desemprego é “o elemento que lhes permite sobreviver”.
A FNE, garantiu, tem insistido junto dos ministérios, particularmente do que está “obrigado a este pagamento” (Segurança Social) para que se agilize o processo e as pessoas recebam “aquilo que lhes permite viver o seu dia-a-dia, na situação precária em que estão a viver”.
Dias da Silva frisou não serem só professores que estão a passar por esta dificuldade: “Há muitos outros trabalhadores que, tendo direito ao subsídio de desemprego, não o estão a receber”.
A FNE representa 10 sindicatos do setor, dos quais sete de professores.
“Temos recebido queixas e nem todos os que estão em dificuldade nos contactam, estarão a contactar os serviços do ministério”, admitiu.
A FNE não tem por isso a dimensão completa dos casos, mas defende ser fundamental a agilização dos procedimentos.
“São vários os que se têm dirigido aos sindicatos”, afirmou João Dias da Silva, esperando uma rápida resolução do problema.
Uma das professoras nesta situação, Ana Silva, recebeu esta semana a informação nos serviços de Segurança Social da sua área de residência de que talvez receba o subsídio a 22 de novembro.
“Mesmo que seja a 22 de novembro, são três meses”, lamentou o marido, António Ferreira da Silva, em declarações à agência Lusa.
A mulher é professora há 13 anos. Conhece casais em que ambos são professores e perderam o emprego, estando sem salário e sem subsídio.
No dia 01 de setembro, Ana Silva entregou a documentação necessária no Centro de Emprego de Loures. Tem de apresentar-se de 15 em 15 dias na Junta de Freguesia (da Ericeira) “como os suspeitos com Termos de Identidade e Residência”, contou o marido.
“A situação de muita gente à espera de subsídio é degradante, recebem respostas padrão dos funcionários quando os contactam, têm de pedir dinheiro emprestado (se o conseguirem) por conta do subsídio que irão receber”, escreveu António num texto recebido na redação da Lusa.
Relatou que neste caso, ainda há o seu ordenado, questionando-se sobre aqueles que não têm um único vencimento para assegurar a sobrevivência.
“O Estado não cumpre sequer aquilo que apregoa, deixa as pessoas com as contas por pagar e faz orelhas de mercador”, desabafou.
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