Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A comissão de luta contra as portagens nas autoestradas A23, A24 e A25 realiza dia 12, sexta-feira, manifestações em Viseu, Covilhã e Vila Real, exigindo, "no imediato", a reposição do sistema de isenções praticado até ao início do mês.
A comissão de luta contra as portagens nas autoestradas A23, A24 e A25 realiza dia 12, na sexta-feira, manifestações em Viseu, Covilhã e Vila Real, exigindo, "no imediato", a reposição do sistema de isenções praticado até ao início do mês.
Francisco Almeida, porta-voz da comissão, explicou hoje à agência Lusa que este “dia de luta" pretende "mostrar ao Governo (que este mês pôs fim às isenções que permitiam aos moradores nas regiões ter dez viagens grátis por mês) que empresas e cidadãos continuam 100 por cento contra esta medida injusta e injustificada".
A introdução de portagens nestas três ex-SCUT (sem custos para o utilizador) "está a contribuir claramente para o atrofiamento da economia regional, a criar desemprego e a gerar riscos que não podem ser calculados para aqueles que são obrigados a recorrer a alternativas perigosas", como a Estrada Nacional 16, entre Vilar Formoso e Aveiro.
"Para já, exigimos a reposição das isenções que permitiam, por exemplo, às empresas de transportes organizar-se de forma a tirar proveito dos camiões da frota e aos cidadãos obterem um pequeno espaço de manobra na sua economia pessoal. Tudo isso acabou e o resultado, como a deslocalização de empresas para o estrangeiro, prova o erro crasso deste governo", apontou Francisco Almeida.
Para sexta-feira a comissão de luta contra as portagens nas A23 (Torres Novas-Guarda), a A24 (Viseu-Chaves) e a A25 (Aveiro-Vilar Formoso), vai realizar buzinões em Viseu e Vila Real e uma marcha na Covilhã.
Francisco Almeida advertiu que, se a reposição das isenções é o objetivo imediato, a "questão essencial é, e será até ser conseguida, a eliminação” das portagens.
"O Governo tentou fazer passar a ideia de que decidiu qualquer coisa de benéfico para as populações e as empresas dos distritos servidos, nomeadamente pela A25, A23 e A24. Mas o que o Governo anunciou recentemente é pior do que a situação existente até 30 de setembro", considera a comissão.
Como exemplo aponta que, "numa deslocação entre Viseu e Aveiro, ida e volta, com as isenções, o desconta era de 104 euros por mês, mas com o novo regime de pagamento, para veículos de classe 1, é de apenas 42".
A comissão alerta que, seja qual for o traçado, com as isenções, os benefícios passam de 36,5 por cento para apenas 15 por cento, o que, segundo Francisco Almeida, "para quem trabalha e para as empresas, faz toda a diferença".
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