Por: Diário Digital Castelo Branco
A Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal e a Agência Regional de Promoção Turística do Centro de Portugal iniciaram esta 2ªfeira, 14 de setembro, na Covilhã, o projeto “A caminho das estrelas”, que se divide em oito eventos gastronómicos e culturais em cada uma das sub-regiões do território.
“Esta não é mais uma iniciativa de promoção da região, mas um caminho que começou aqui na Covilhã, no coração da Serra da Estrela, e nos próximos meses vai percorrer as sub-regiões do território, até à Gala Michelin Portugal 2027, que será em 09 de março, em Coimbra”, explicou Rui Ventura, presidente do Turismo do Centro de Portugal, na apresentação do projeto.
O caminho é feito entre setembro de 2026 e março de 2027 nas sub-regiões das Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa (onde em 09 de novembro coincide com a Gala Sabores ao Centro, em Castelo Branco), Médio Tejo, Oeste, Região de Aveiro, Região de Leiria, Viseu Dão Lafões e Região de Coimbra (nos dias que antecedem a Gala Michelin).
Sob o mote “A gala é o destino. A autenticidade é o caminho”, este projeto pretende “valorizar e promover a gastronomia, a cultura e a identidade do Centro de Portugal”, reiterou.
Neste percurso, Rui Ventura destacou o papel dos chef embaixadores. O chef Diogo Rocha assume a curadoria global deste “A caminho das estrelas”, mas nas diversas sub-regiões estarão a trabalhar os chef Diogo Caetano, Hélio Loureiro, Ricardo Ramos, Luís Lavrador, Maria Caldeira, Patrícia Borges e Sérgio Fernandes.
O objetivo “não era resumir a qualidade e a excelência da região Centro a apenas uma noite, a uma cidade e um só evento”, reiterando que só faz sentido “levando esta oportunidade a todo o território nos meses que antecedem a gala”.
Aproveitando os recursos e a rede que já está montada, no âmbito da iniciativa Sabores ao Centro, este projeto assenta em três dimensões, “a gastronomia, a arte e a autenticidade, porque é a autenticidade que diferencia e não pode ser copiada”.
“A nossa identidade, as nossas histórias, os nossos produtos, as nossas tradições e as nossas gentes. E é isso que queremos mostrar ao país e ao mundo”.
Promover, mas sem massificar a oferta: “Queremos ofertas relevantes, queremos qualidade e experiências capazes de gerar histórias, conteúdos, capazes de chegar aos média, aos mercados nacionais e internacionais. Mas que também despertem uma vontade muito simples nas pessoas: eu quero ir ao centro de Portugal viver isto”.
“Somos uma região extraordinariamente diversa. Temos o rio, a serra, o campo, temos o peixe, o leitão, o arroz, a doçaria conventual, o maranho, o pão, uma diversidade de produtos que não nos divide, mas que é a força do nosso território”, concluiu.
Isabel Barrau, em representação da Câmara Municipal da Covilhã, congratulou-se por este projeto, “por dar a conhecer os produtos endógenos das regiões, a exemplo do que a Covilhã faz por estes dias com o Festival da Cherovia”.
Pedro Pontes, diretor do Núcleo de Estruturação, Planeamento e Promoção da Turismo Centro de Portugal, reiterou que o objetivo “não é crescer em número, mas em qualidade”, afirmando que a gala em Coimbra “será o trampolim para a afirmação da região Centro a nível nacional e internacional”.
Diogo Rocha, chef Estrela Michelin, explicou que ele e os outros sete chef embaixadores vão usar da sua arte para fazer “pequenos convites” que dão a conhecer “o território, mas também o receituário de cada região”.
Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, encerrou o evento, reiterando a importância que o setor tem na economia nacional, onde só este ano já contribuiu “com 13 mil milhões de euros em receitas (dormidas, transportes, comércio, em todas as vertentes), porque o turismo tem capacidade de mobilizar a economia”.
Disse ainda que “o destino do projeto é a gala, mas o destino do turismo é impactar cada vez mais na economia local e nacional, o que só se consegue com produtos que acrescentam valor, como a gastronomia”.