Por: Diário Digital Castelo Branco
O Movimento Nacional Primavera de Coros junta-se à população de Castelo Branco para fazer nascer um novo coro popular comunitário intergeracional na cidade de Castelo Branco. Aberto a pessoas de diferentes idades, percursos e experiências, o projeto parte do canto coletivo enquanto espaço de encontro, participação, pertença e construção de comunidade.
Segundo a informação enviada à redação do Diáro Digital Castelo Branco, a iniciativa chega a Castelo Branco a partir de um primeiro convite lançado por Diana, responsável pela Cozinha Nómada e residente na região de Castelo Branco, a Matilde Simões, fundadora do Movimento Nacional Primavera de Coros. Deste encontro nasce a vontade de levar para o território a experiência dos coros comunitários e de criar, em conjunto com a população local, um novo espaço de participação artística através do canto.
A primeira etapa deste processo acontece já no dia 11 de outubro, às 17h00, na Fábrica da Criatividade, naquele que será o primeiro ensaio aberto deste novo coro. Para lançar esta semente, a diretora artística do projeto, Matilde Simões, convida a música
Vânia Couto para conduzir o primeiro encontro e dar apoio à direção musical do novo coro, que será posteriormente acompanhada por Nuno Alexandre Teixeira, garantindo assim a continuidade do trabalho musical no território.
O encontro pretende ser mais do que um primeiro ensaio: será o momento inaugural de um processo coletivo de criação e participação, no qual a música e o canto surgem como ferramentas de aproximação entre pessoas, gerações e diferentes experiências de vida. Não é necessária experiência musical prévia para participar. O objetivo é criar um espaço onde todas as pessoas possam cantar, aprender, escutar e construir juntas.
O novo coro nasce assim da vontade de aproximar o canto das comunidades e devolver à população um papel ativo na criação artística, valorizando as vozes individuais enquanto parte de uma voz coletiva. Através do trabalho musical e comunitário, pretende-se desenvolver uma prática artística continuada, capaz de promover relações de proximidade, combater o isolamento social e fortalecer o sentido de pertença à comunidade.
O projeto conta com o apoio da Associação Maralha e da Fábrica da Criatividade, que se associam ao nascimento desta nova experiência comunitária na cidade de Castelo Branco. A Fábrica da Criatividade, enquanto espaço de criação, participação e encontro artístico, acolherá o primeiro ensaio e será um lugar fundamental para o desenvolvimento deste novo coro popular comunitário, disponibilizando o seu espaço para este momento inaugural e para a aproximação entre a criação artística e a comunidade local.
As inscrições são gratuitas e estão abertas a todas as pessoas. Para participar no novo coro, basta enviar um email para primaveradecoros@gmail.com, indicando o nome e o contacto telefónico. Não é necessária experiência musical ou conhecimento prévio de canto: todas as pessoas são bem-vindas a participar.
Dia: 11 de outubro
Horário: 17h00
Local: Fábrica da Criatividade, Castelo Branco
Será um ensaio aberto à comunidade, pensado como primeiro momento de encontro e experimentação. Não é necessário qualquer conhecimento musical ou experiência prévia de canto. Todas as pessoas são bem-vindas, independentemente da idade, cultura ou religião.
O nascimento deste novo coro insere-se no percurso do Movimento Nacional Primavera de Coros, fundado e gerido por Matilde Simões, que tem vindo a afirmar o canto comunitário como uma prática artística de participação, encontro e transformação social.
O trabalho de Matilde Simões desenvolve-se precisamente na ligação entre a criação artística, a produção, a gestão e o acompanhamento técnico e artístico de projetos comunitários, assegurando as condições para que os coros possam nascer, desenvolver-se e manter uma relação continuada com os territórios e as comunidades onde se inserem. É produtora no Coro das Mulheres da Fábrica, em Coimbra, do Coro das Mulheres da Ilha, em São Miguel, Açores, e do Coro das Mulheres do Bairro, na Figueira da Foz, projeto criado e desenvolvido por si em parceria com a Associação Catrapum e a Produtora Mais Cultura, com apoio da Direção-Geral das Artes (DGARTES) através do programa Artes e Periferias Urbanas. Desenvolve também trabalho de apoio à produção do Coro Popular de Leiria.
Este percurso tem permitido a Matilde Simões construir uma experiência continuada na criação e gestão de estruturas de canto comunitário, articulando pessoas, artistas, comunidades, parceiros e equipas de produção. Enquanto fundadora e gestora do Movimento Nacional Primavera de Coros, tem vindo a contribuir para a criação de uma rede de coros comunitários e para a afirmação desta prática artística como espaço de participação cultural, encontro, intervenção social e resistência.
Para lançar este novo projeto em Castelo Branco, Matilde Simões convida Vânia Couto para conduzir o primeiro encontro e dar apoio à direção musical do novo coro, que será posteriormente acompanhada por Nuno Alexandre Teixeira, garantindo assim a continuidade do trabalho musical no território.
Vânia Couto tem desenvolvido a sua prática artística na interseção entre música, tradição, comunidade e intervenção social pela arte. Nos últimos anos, tem-se dedicado particularmente à criação e direção musical de coros comunitários, desenvolvendo metodologias assentes na transmissão oral, na participação coletiva e na valorização das vozes de cada participante.
Este percurso inclui a fundação e direção artística do Coro das Mulheres da Fábrica, em Coimbra, bem como a criação do Coro das Mulheres da Ilha, em São Miguel, Açores, e o desenvolvimento de novos projetos comunitários de canto em diferentes territórios.
É precisamente a partir desta ideia de comunidade que o novo projeto de Castelo Branco pretende lançar a sua primeira semente: juntar pessoas para cantar, criar vínculos e construir uma voz coletiva, fazendo do canto uma ferramenta de participação cultural e de intervenção social.
O projeto conta também com o envolvimento de agentes culturais locais, entre os quais Nuno Alexandre Teixeira, poeta, ator e cantautor albicastrense e fundador do Coletivo de Intervenção Artística e Cultural – MARALHA, que promove a arte e a cultura de Castelo Branco. O seu trabalho cruza a criação artística com o território e a comunidade, partindo da convicção de que a arte pode ser uma forma de encontro e de construção coletiva.
A cidade de Castelo Branco passa, assim, a integrar este movimento de criação de comunidades através do canto, dando início a um novo coro popular comunitário intergeracional, participativo e aberto à população.
O Movimento Nacional Primavera de Coros, fundado por Matilde Simões, reúne e promove o trabalho desenvolvido por coros comunitários e projetos de canto coletivo em diferentes territórios. O movimento entende o canto como uma prática artística acessível, participativa e transformadora, promovendo o encontro entre pessoas, gerações e comunidades através da música.
Através da criação de redes entre diferentes projetos e da realização de encontros, ensaios, formações e apresentações, o movimento procura contribuir para uma maior democratização do acesso à prática artística e para o reconhecimento dos coros comunitários enquanto espaços de participação cultural e intervenção social.
Matilde Simões é produtora cultural, gestora e criadora de projetos artísticos comunitários. É fundadora e gestora do Movimento Nacional Primavera de Coros, onde desenvolve um trabalho continuado de criação, produção, gestão e acompanhamento técnico e artístico de projetos de canto comunitário em diferentes territórios.
É produtora no Coro das Mulheres da Fábrica, em Coimbra, do Coro das Mulheres da Ilha, em São Miguel, Açores, e do Coro das Mulheres do Bairro, na Figueira da Foz, projeto que criou e desenvolveu com o apoio da Direção-Geral das Artes (DGARTES). Desenvolve ainda trabalho de apoio à produção do Coro Popular de Leiria.
O seu percurso cruza as dimensões artística, comunitária, logística e de produção, trabalhando na criação das condições necessárias para que os projetos possam estabelecer relações duradouras com os territórios e com as comunidades. Através do Movimento Nacional Primavera de Coros, tem vindo também a contribuir para a criação de uma rede nacional de coros comunitários, promovendo o canto coletivo enquanto ferramenta de participação cultural, encontro e intervenção social.
Vânia Couto é cantora, multi-instrumentista, investigadora da Cultura Tradicional Portuguesa e diretora musical. O seu percurso artístico cruza a música de tradição oral, a criação contemporânea, a direção de coros e a intervenção comunitária através da arte.
É fundadora e diretora artística do Coro das Mulheres da Fábrica, em Coimbra, e tem desenvolvido projetos de criação e direção musical com comunidades de diferentes idades e contextos sociais e culturais.
O seu trabalho assenta na valorização da oralidade, da memória coletiva e da participação de todas as pessoas na construção do fenómeno artístico, entendendo o canto coletivo como uma ferramenta de criação, encontro e transformação comunitária.
Nuno Alexandre Teixeira é poeta, ator e cantautor albicastrense. A sua criação artística cruza a poesia e a música, encontrando em cada poema e em cada canção uma forma de refletir sobre a vida e sobre o território.
É fundador do Coletivo de Intervenção Artística e Cultural – MARALHA, dedicado à promoção da arte e da cultura de Castelo Branco. O seu trabalho desenvolve-se também em proximidade com a comunidade, procurando através da arte criar espaços de encontro, participação e construção coletiva.
A Associação Maralha associa-se ao nascimento deste novo projeto comunitário em Castelo Branco, apoiando a sua implementação e contribuindo para a aproximação entre a criação artística e a comunidade local.