Por: Diário Digital Castelo Branco
De acordo com a informação que nos chegou relativa à reunião entre a Junta da Extremadura e o Ministério das Infraestruturas e da Habitação, a Aliança Territorial Europeia (ATE) Norte da Extremadura e Beira Baixa e a Aliança Ibérica manifestam profundo desagrado com o resultado da reunião realizada em Lisboa entre a Junta da Extremadura e o Ministério das Infraestruturas de Portugal, esta quarta-feira, 2 de setembro, em Lisboa.
Em comunicado enviado à redação do Diário Digital Castelo Branco, e ao contrário do que a Lusa avançou ontem, a ATE refere que a província de Cáceres, a Extremadura, a Beira Baixa e o Alto Alentejo não podem continuar isoladas. Aliança Ibérica rejeita categoricamente a suspensão do início das obras da "Autovía de la Esperanza", anunciada pelo Conselheiro das Infraestruturas, Francisco Ramírez, sob o pretexto do impasse da Ponte Internacional do Erges.
O resultado desta reunião representa um duro golpe na mobilidade, na competitividade empresarial, no emprego, no turismo ibérico e no combate ao despovoamento dos territórios do interior.
A ATE apela à Presidente da Junta da Extremadura, María Guardiola, e ao Primeiro-Ministro de Portugal, Luís Montenegro, para que assumam a liderança política e garantam nos orçamentos de 2027 o início dos dois primeiros troços: de Moraleja a Cilleros (Espanha) e de Alcains a Proença-a-Velha (Portugal).
No âmbito da agilização do acordo internacional, a ATE exige aos ministros espanhóis dos Negócios Estrangeiros (Albares) e dos Transportes (Puente) máxima rapidez na tramitação do Acordo Internacional para a Ponte sobre o rio Erges, bem como uma reunião urgente nas próximas semanas com a Junta da Extremadura para assegurar a conclusão da ligação até ao final de 2029.
Isenção de Portagens: A ATE também rejeita o regresso da possibilidade de portagens no troço português e exige-se que a obra na Extremadura seja financiada com fundos próprios e recurso a crédito, à semelhança do que foi feito noutras infraestruturas regionais.
ATE considera inaceitável a ausência de compromissos concretos e de uma folha de rota clara para a próxima Cimeira Hispano-Portuguesa.
A Comissão Permanente da ATE reunirá no próximo dia 16 de setembro, no distrito de Castelo Branco, para definir as próximas ações.