Por: Diário Digital Castelo Branco
Com texto original de Sofia Santana, criado a partir de recolhas, TERRA nasce de um processo iniciado numa residência artística em Aljustrel e estreia dia 17 de Setembro em Castelo Branco. Este projeto conta com a colaboração da Associação Ambientalista ZERO, parceira no acompanhamento científico.
A quem pertence a terra? Quem decide o que fazemos dela? E quanto a estamos dispostos a transformar em nome do progresso?
São algumas das questões que atravessam TERRA, um espetáculo que propõe uma reflexão sobre a relação que mantemos com a terra, enquanto solo, recurso, território, casa, memória e lugar de pertença. Da agricultura à mineração, da produção de energia à expansão urbana, vivemos um tempo marcado por uma renovada disputa pelo território e pelos recursos naturais, onde diferentes interesses se cruzam sobre um mesmo chão e levantam questões sobre a qualidade dos solos, a segurança alimentar, o acesso à água, a preservação da paisagem e a própria forma como decidimos o futuro dos territórios. O futuro de todos nós.
É neste contexto que TERRA procura parar e observar aquilo que existe debaixo dos nossos pés. Inserido numa pesquisa em torno do ecoteatro, o espetáculo integra o ciclo meridional português e cruza auscultações agrícolas, mineiras e urbanas, colocando em diálogo conhecimento científico, experiência empírica, memória e imaginário. Ao longo de diferentes quadros, a terra surge simultaneamente como matéria e lugar de onde vimos, espaço que habitamos, recurso que exploramos e território ao qual permanecemos afetivamente ligados.
Entre humor, memória, poesia e confronto, TERRA percorre temas como a desertificação e a degradação dos solos, a agricultura, a exploração de recursos minerais, a transição energética, a propriedade, o trabalho e a ideia de progresso, interrogando as contradições que atravessam a nossa relação contemporânea com a terra, como matéria e território. Enquanto isso surge uma procura da terra como elemento intrínseco da identidade individual e coletiva
O processo de criação teve início numa residência artística em Aljustrel, território profundamente ligado à atividade mineira, e desenvolveu-se juntamente com outras recolhas realizadas, num texto de Sofia Santana. Em palco, juntam-se a si as atrizes Laura Frederico e Marina Leonardo, num espetáculo que conta ainda com a parceria da ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável, responsável pelo acompanhamento científico do projeto, reforçando o diálogo entre criação artística e conhecimento científico que atravessa a dramaturgia.
TERRA conta com apoio da DGARTES e é uma coprodução com o Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre. A estreia está marcada para 17 de Setembro, após um último período de residência, em Castelo Branco.
M/12
70 minutos
FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Texto e criação: Sofia Santana
Interpretação: Laura Frederico, Marina Leonardo e Sofia Santana
Assistência à criação: Marta Jardim
Desenho de luz: Jorge Gomes Ribeiro
Desenho de vídeo: Nuno Barroca
Sonoplastia e arranjos musicais: Aboo Gani
Figurinos: Sofia Santana
Confeção de guarda-roupa: Mestre Alda Cabrita
Cartaz: Joana Soares
Comunicação: Rita Caldeira
Acompanhamento científico: ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável
Apoios República Portuguesa - Cultura; DGARTES - Direcção-Geral das Artes; Câmara Municipal de Lisboa; Polo Cultural das Gaivotas; Câmara Municipal de Castelo Branco; Fábrica da Criatividade; Câmara Municipal de Aljustrel; Centro d’artes de Aljustrel
Coprodução: Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre
Apoio à produção Companhia da Esquina
BILHETES » comprar aqui