Por: Diário Digital Castelo Branco
Uma das três pessoas detidas na segunda-feira por suspeita de tráfico de droga no distrito de Castelo Branco, duas mulheres e um homem, ficou em prisão preventiva, anunciou a Guarda Nacional Republicana (GNR).
Em comunicado enviado à agência Lusa, o Comando Territorial da GNR de Castelo Branco indicou que a detenção ocorreu na segunda-feira, 13 de Julho, e um dos detidos, com idades entre os 18 e os 50 anos, ficou em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional da cidade, a aguardar o desenrolar do processo.
Os outros dois detidos ficaram sujeitos a apresentações bissemanais e semanais.
As detenções foram realizadas por militares dos Núcleos de Investigação Criminal (NIC) de Castelo Branco e de Idanha-a-Nova, no âmbito de uma investigação criminal que decorria há 11 meses, destinada ao desmantelamento de uma rede indiciada pela prática de crimes de tráfico de estupefacientes.
“A investigação permitiu identificar uma estrutura criminosa organizada e com significativa capacidade logística, que operava de forma permanente e coordenada, assegurando o transporte, armazenamento e distribuição de substâncias estupefacientes entre outros distritos e Castelo Branco”, refere a nota da GNR.
Os militares apuraram que os suspeitos atuavam de forma organizada, através da venda direta ao consumidor de cocaína, haxixe, MDMA e liamba em vários concelhos do distrito com principal ênfase em Castelo Branco e Fundão.
No decorrer das diligências policiais, foi dado cumprimento a seis mandados de busca, três domiciliárias e a três não domiciliárias, que culminaram na apreensão de 5.088 doses de resina de canábis (haxixe), 1.317 doses de cocaína, 586 doses de sumidade floridas de canábis (liamba), 543 doses de MDMA, quatro telemóveis; duas balanças de precisão, um veículo, 860 euros em numerário e diverso material para preparação e acondicionamento da droga.
Segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR), o valor do produto de estupefaciente apreendido ascende a cerca de 40 mil euros.
Os detidos foram presentes no Tribunal Judicial de Castelo Branco para primeiro interrogatório judicial, sendo que um ficou sujeito à medida de coação mais grave, prisão preventiva, e os outros dois, com apresentações bissemanais e semanais.
A operação contou com o reforço da Secção Cinotécnica do Destacamento de Intervenção (DI) de Castelo Branco e da estrutura de Investigação Criminal (IC) do Comando Territorial de Castelo Branco.