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Região 16 de julho de 2026

Covilhã: "Verão no Centro Histórico" regressa em edição totalmente feminina

Por: Diário Digital Castelo Branco

O “Verão no Centro Histórico” está de regresso à Covilhã e vai decorrer todas as noites de sexta-feira do mês de Agosto, numa edição totalmente contada no feminino: quer as visitas guiadas encenadas, quer os concertos vão ser protagonizados por mulheres.

Com um programa musical que inclui Minta & The Brook Trout, Rita Cortezão, Margarida Campelo e a covilhanense Filipa Bidarra, esta que é a 9. ª edição do evento vai continuar a unir história e património ao melhor da nova música nacional e local.

Organizado pelo Município da Covilhã, o evento também vai manter a  forte aposta no envolvimento de entidades e associações locais.

Após o sucesso das edições anteriores, com as visitas guiadas encenadas mais participadas do país a darem a conhecer a Covilhã, o “Verão no Centro Histórico” continua a ter como objetivo levar as pessoas para a rua, em grandes noites de cultura no coração da cidade.

As noites do “Verão no Centro Histórico” começam sempre às 21:30 com didáticos e divertidos momentos encenados, seguidos de concertos ao ar livre, gratuitos, em locais improváveis e emblemáticos do centro histórico da Covilhã.

Na conferência de imprensa de apresentação da 9,ª edição do evento, realizada nesta segunda-feira, dia 13 de julho, na Galeria António Lopes, a Vereadora com o pelouro da Cultura, Regina Gouveia, destacou o caminho feito ao longo deste tempo, recordando  como, no início,  o “Verão no Centro Histórico surpreendeu todos e todas, incluindo o próprio Município”.

“É surpreendente e gratificante a forma como captou a atenção dos covilhanenses e não só, aumentando o número de pessoas que ano após ano acompanham as visitas encenadas e os concertos de nova música portuguesa. Vamos continuar a trazer surpresas e a contar história e estórias, de forma divertida mas rigorosa. Continuará a ser um programa muito especial em todas as noites de sexta-feira de agosto”, disse.

“Tal como já aconteceu anteriormente, vamos alargar o âmbito do centro histórico para completarmos percursos, narrativas que consideramos importantes do ponto de vista histórico e daremos destaque por uma noite a um local um pouco à margem do centro histórico. Assim, no dia 21 de agosto, o evento terá lugar no Poço Grande, na Rua José Caetano Júnior, numa noite em que, também, homenagearemos o GER Campos Melo, no ano em que celebra o 85.º aniversário”, acrescentou.

Regina Gouveia destacou igualmente a iniciativa Verão no Centro Histórico Freguesias, que começou neste ano, tendo decorrido ao longo das últimas semanas: “Seguimos o critério da ordem alfabética e começamos pela aldeia de S. Francisco de Assis, Barco e Boidobra. Esta experiência foi muito positiva pela forma como atraiu quem ali habita, mas também quem habita na cidade da Covilhã. Vai ter continuidade nos próximos anos”.

No que concerne às sextas-feiras de agosto, a programação musical da edição deste ano inclui os seguintes nomes:

MINTA & THE BROOK TROUT – 7 DE AGOSTO (Atrás da Câmara)

Oriundos de Lisboa, Minta & The Brook Trout, fazem músicas sobre coisas do quotidiano, sejam elas mobiliário ou corações partidos. As canções de Minta & The Brook Trout, que tendem a ser curtas e poéticas acerca do prosaico e do profundo, são escritas por Francisca Cortesão, que é também conhecida como Minta desde a edição do EP “You”, em 2008.

Minta & The Brook Trout começou por ser um projeto a solo de Francisca Cortesão, com base nas suas canções em inglês gravadas em casa, sem pensar que seriam escutadas por outras pessoas. Sempre em duo com Mariana Ricardo, produtora de todos os discos, e trabalhando ao longo dos anos com um grupo talentoso de outros músicos que orbitam por Lisboa, Minta lançou já cinco discos: o homónimo “Minta & The Brook Trout” (2009); “Olympia” (2012), eterno favorito entre os fãs; “Slow” (2016), acompanhado pelo EP “Row” (2017); “Demolition Derby” (2021). “Stretch”, o seu quinto álbum, foi lançado em setembro de 2025, sendo o mais internacional até à data, contando com as vozes convidadas de Shelley Short (EUA) e The Weather Station (Canadá).

Minta & The Brook Trout já tocaram em grandes festivais e em pequenas salas de estar, de Lisboa a São Francisco, e a sua música tem sido lançada e distribuída por editoras independentes em Portugal, nos EUA e no Japão.

Em conjunto com Afonso Cabral, Francisca Cortesão escreveu o inesperado êxito “Anda Estragar-me os Planos", originalmente interpretado por Joana Barra Vaz e posteriormente revisitado por Salvador Sobral (que incluiu uma versão no seu álbum “Paris Lisboa”, de 2019), pelo próprio Afonso Cabral e por Tim Bernardes, entre outros.

Para além de Minta & The Brook Trout, Francisca Cortesão tem colaborado com inúmeros artistas portugueses, tendo integrado as bandas de David Fonseca, Bruno Pernadas ou Lena D’Água. Integra também o projeto They’re Heading West e participa nos projetos de música para crianças Mão Verde e Mais Alto!.

Além da sua atividade como cantora, compositora e instrumentista, Francisca Cortesão é cofundadora da louva-a-deus, um estúdio, editora e agência de agenciamento sediados em Lisboa, que dirige juntamente com Afonso Cabral. É também tradutora literária.

 

RITA CORTEZÃO – 14 DE AGOSTO (Largo de Santa Marinha)

Rita Cortezão é o nome artístico da cantautora Rita Cortesão Monteiro. Começou a tocar piano com 5 anos, escreve canções desde que se lembra e é uma das artistas mais promissoras da atualidade na música nacional.

Rita Cortezão foi a grande vencedora da edição deste ano do Festival Termómetro, onde levou também o prémio de Melhor Canção, com "o tempo que fica". Com esta vitória, a artista assegurou presença nos palcos de três dos principais festivais nacionais: NOS Alive, Bons Sons e Vodafone Paredes de Coura. Em 2025 foi selecionada para atuar no Festival EA Live, em Évora, num concurso promovido entre o evento e a SIC Esperança. No mesmo ano integrou a coletânea Novos Talentos Fnac.

"tudo, um pouco" é o nome do seu primeiro registo de originais, editado em 2025 com o selo Discos Submarinos. Co-produzido pela artista e por Benjamim, “tudo, um pouco” assume desde o título a diversidade sonora e temática que atravessa as suas dez canções. Num disco de estreia profundamente vulnerável, é precisamente nessa exposição emocional que reside a sua maior força — e a origem da ligação íntima e imediata que estabelece com quem o escuta. Em palco, todas estas camadas resultam num concerto intenso e numa proximidade arrebatadora com o público. Entre piano, teclados e elementos eletrónicos, revela-se uma cantautora luminosa de uma sinceridade rara. 

 

MARGARIDA CAMPELO – 21 DE AGOSTO (Rua José Caetano Júnior, no Poço Grande)

Os mais atentos à cena musical portuguesa já conhecem há muitos anos o nome Margarida Campelo – presença recorrente e marcante em espetáculos e concertos de Bruno Pernadas, Cassete Pirata, Joana Espadinha e Minta & The Brook Trout, entre muitas outras bandas e artistas, como teclista e cantora. A solo, estreou-se em 2023 com “Supermarket Joy”, disco no qual explora territórios da Pop, Soul, R&B e Jazz Experimental com uma mestria reservada para poucos. O álbum foi recebido de forma unanimemente positiva pela crítica portuguesa, fazendo, inclusive, parte da grande maioria das listas de melhores desse ano.

Depois de ter lançado o single “Mexe-te Mais um Pouco”, Margarida Campelo, começou 2025 revelando ao mundo a sua balada “Eu Sei Que o Amor”, tema que chegou à final do Festival da Canção.

2026 traz disco novo de Margarida Campelo e já deu duas novas canções: “Musa d’Improviso” e “Um Só Final” são os temas que revelam diferentes facetas deste novo ciclo criativo, antecipando um conjunto de canções que exploram com subtileza a relação entre forma, emoção e narrativa numa estética que convoca referências da pop sofisticada dos anos 80, reinterpretadas com uma abordagem contemporânea - simultaneamente elegante, rítmica e envolvente.

Margarida Campelo, acompanhada por uma banda de luxo, estreia-se em concerto na Covilhã numa noite muito especial que contará com a participação e apoio do Grupo Educação e Recreio Campos Melo, a celebrar o 85º aniversário este ano.

 

FILIPA BIDARRA – 28 DE AGOSTO (Jardim Público)

Como já é tradição, o “Verão no Centro Histórico” termina com um concerto de um talento local.

A covilhanense Filipa Bidarra é cantora, compositora e atriz de teatro musical. Em palco apresenta um espetáculo de pop alternativo que combina temas originais com versões cuidadosamente selecionadas do universo pop, interpretados por uma banda de músicos profissionais.

Inspirado no seu EP de estreia, o concerto é estruturado em torno de temas como identidade, relações, memória e crescimento pessoal. O espetáculo acompanha diferentes momentos de um percurso emocional, transformando experiências íntimas em histórias partilhadas através da música. Cada canção funciona como um capítulo de uma mesma narrativa, convidando o público a percorrer diferentes estados de reflexão, vulnerabilidade e transformação. O resultado é um espetáculo próximo, enérgico, emocional e acessível, que procura aproximar o público de uma abordagem ainda pouco explorada no panorama pop português.

O talento de Filipa Bidarra vai surpreender e cativar todas e todos os que a ouvirem e promete encerrar com “chave de ouro” a 9ª edição do “Verão no Centro Histórico”.

 

 

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