Por: Diário Digital Castelo Branco
A Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco integrou a estreia do "Apps for Good" no Ensino Superior em Portugal, numa edição que marca uma nova etapa do programa promovido pelo CDI Portugal.
Pela primeira vez na rede internacional "Apps for Good", o programa foi alargado ao Ensino Superior, envolvendo instituições universitárias e politécnicas na aplicação da metodologia Apps for Good em contextos pedagógicos académicos.
Na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco, a iniciativa envolveu cerca de 30 alunos, organizados em oito equipas. O Encontro Local da instituição realizou-se no passado dia 02 de junho, constituindo um momento de apresentação e partilha dos projetos desenvolvidos pelos estudantes.
A participação da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco insere-se numa edição pioneira que posiciona Portugal como o primeiro país da rede internacional Apps for Good a alargar o programa ao Ensino Superior. Em 2026, o programa passa a envolver estudantes de diferentes áreas na criação de soluções digitais com impacto social, através de metodologias ativas, aprendizagem baseada em projetos, trabalho colaborativo e resolução de problemas reais.
Além da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco, participaram nesta estreia do Apps for Good no Ensino Superior a Escola Superior de Educação do Politécnico de Coimbra, no âmbito da Licenciatura em Educação Básica e da unidade curricular de Desenvolvimento Curricular, a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, através da UTC de Matemática, Ciências e Tecnologias, na área de Tecnologias para a Educação STEAM, e a Egas Moniz – School of Health & Science, através do Mestrado Integrado em Medicina Dentária, na unidade curricular de Metodologias de Informação e Comunicação.
O Apps for Good faz parte de uma rede internacional fundada em 2010, em Londres, por Iris Lapinski. Em Portugal, foi implementado em 2015, através de uma parceria entre a Direção-Geral da Educação e o CDI Portugal, desafiando alunos e professores a desenvolver soluções tecnológicas para responder a problemas sociais, ambientais ou comunitários.
A edição de 2026 integra os Encontros Regionais, que envolvem equipas do Ensino Básico, Secundário, Estabelecimentos Prisionais e Centros Educativos, nas regiões Norte, Centro-Sul, Madeira, Açores e Comunidades Portuguesas no Estrangeiro, e, pela primeira vez, os Encontros Locais do Ensino Superior, promovidos por cada instituição participante.
A integração do Apps for Good no Ensino Superior começou a ganhar forma em 2025, com o lançamento do UpComing Educators como projeto-piloto dirigido a estudantes de Educação e de formação de professores. Esta vertente aposta em metodologias ativas e aprendizagem baseada em projeto na formação inicial docente, preparando futuros professores para aplicarem o modelo Apps for Good nas suas salas de aula e multiplicarem esta abordagem pedagógica ao longo da carreira.
Em 2026, para além da formação de futuros educadores, o Apps for Good assume-se como uma metodologia de projeto aplicável a diferentes cursos do Ensino Superior. Neste contexto, estudantes de várias áreas são desafiados a desenvolver soluções tecnológicas com impacto social, aplicando conhecimento científico a problemas reais. A abordagem procura promover inovação pedagógica, competências digitais, pensamento crítico, criatividade e trabalho em equipa, aproximando a experiência académica dos estudantes de desafios concretos da sociedade.
Para João Baracho, Diretor Executivo do CDI Portugal, a chegada do Apps for Good ao Ensino Superior reforça a relevância do programa enquanto metodologia educativa adaptável a diferentes níveis de ensino e contextos de aprendizagem. “O alargamento do Apps for Good ao Ensino Superior é um passo muito importante para o CDI Portugal e para a própria rede internacional do programa. Ao chegarmos às universidades e aos politécnicos, reforçamos a ideia de que a tecnologia deve ser trabalhada como ferramenta de cidadania, de inovação e de impacto social. No Ensino Superior, os estudantes têm já conhecimento científico e técnico que pode ser aplicado a problemas reais, e o Apps for Good oferece uma metodologia prática, colaborativa e orientada para soluções. Este é também um investimento sistémico: ao envolvermos futuros professores, profissionais de saúde e estudantes de diferentes áreas, estamos a criar condições para que esta forma de aprender e de intervir na sociedade se multiplique em muitos outros contextos.”
Com a participação da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco, esta edição pioneira do Apps for Good evidencia a importância de levar metodologias de projeto ao Ensino Superior, aproximando a aprendizagem académica de desafios reais e reforçando o papel da tecnologia como ferramenta de cidadania, pensamento crítico, inovação educativa e impacto social.