Por: Diário Digital Castelo Branco
A Cooperativa Pinacoteca e a Associação Raia Gerações organizaram uma palestra, no domingo passado, 31 de Maio, na “Casa da Cultura”, sobre “A Guerra do Ultramar – 1961-1974”.
O orador convidado foi o Coronel e professor António Mateus Alves. Este evento cultural contou com o apoio da União de Freguesias de Póvoa de Rio de Moinhos e Caféde.
A mesa foi constituída pelo orador; pela Presidente da União de Freguesias de Póvoa de Rio de Moinhos e Caféde, Lucinda Martins; pelo Presidente da Cooperativa Pinacoteca, José Barata de Castilho (Professor Catedrático e Grande-Oficial da Instrução Pública); e pelo representante da Associação Raia Gerações, Luís Duque-Vieira. Neste evento estiveram presentes pessoas de Póvoa de Rio de Moinhos, Castelo Branco, São Vicente da Beira e Penamacor, contando também com a presença do Vice-Presidente da União de Freguesias de Póvoa de Rio de Moinhos e Caféde, João Paulo Martinho.
O Coronel António Alves participou na Guerra do Ultramar na Guiné-Bissau como integrante numa Companhia de Comandos e, posteriormente esteve em Angola no período final da Guerra da Independência e início da Guerra Civil entre partidos independentistas em Angola. Pertenceu à OPVDCA (Organização Provincial de Voluntários e Defesa Civil de Angola).
Regressou a Portugal em finais de 1975 e ingressou na GNR (Cavalaria) onde ascendeu de Soldado a Coronel. Paralelamente licenciou-se em História e fez o mestrado em História dos Descobrimentos e Expansão Portuguesa, na Universidade Clássica de Lisboa.
O palestrante falou das causas e antecedentes da revolta dos povos africanos contra a presença colonial europeia. Esta resistência intensificou-se particularmente após o final da II Guerra Mundial, mas já vinha de Séculos anteriores.
A União Soviética e os Estados Unidos da América e até a China fomentaram e alimentaram esta revolta, sobretudo na fase final e apostaram no apoio aos líderes que, no terreno, representaram os respectivos interesses.
A guerra no então ultramar português começou em Angola em 1961, os dramáticos incidentes de Luanda e zona Norte de Angola, onde se deram acções de chacina dos fazendeiros brancos e dos seus colaboradores africanos. Em 1963 e 1964 foi a vez da Guiné-Bissau e Moçambique respectivamente, iniciarem as acções contra a presença portuguesa. Contudo, já no início dos anos 60, a União Indiana anexara os territórios de Goa, Damão e Diu na Ásia.
O período Colonial Português, poderá dizer-se, decorreu entre 1415 e 1999 (Conquista de Ceuta e entrega à China dos territórios de Macau).
O palestrante referiu ainda aspectos e episódios de Guerra, nas diferentes Províncias Ultramarinas.
No final da palestra houve um animado debates sobre as matérias abordadas.
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