Por: Diário Digital Castelo Branco
A União dos Sindicatos de Castelo Branco (USCB) vai juntar-se à manifestação ibérica marcada para quarta-feira, na ponte internacional de Monfortinho, para exigir a construção imediata do IC31 em perfil de autoestrada.
“A USCB considera que a concretização do IC31 não é apenas uma necessidade de infraestrutura rodoviária. É uma exigência socioeconómica urgente para o futuro dos trabalhadores, das populações e das empresas da Beira Baixa”, vincou a estrutura sindical.
Esta manifestação pacífica está agendada para a próxima quarta-feira e foi anunciada no dia 13 de abril, em Castelo Branco, durante uma reunião da Plataforma da Aliança Territorial Europeia (ATE) Norte de Extremadura & Beira Baixa.
Nessa data, o porta-voz da ATE Francisco Martín, anunciou a realização de uma manifestação pacífica, no dia 20 de maio, às 18:30, na ponte internacional de Monfortinho, no concelho de Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco, além de outras iniciativas, como reuniões com os partidos políticos portugueses e espanhóis, com a presidente do governo da Extremadura, Maria Guardiola, e o primeiro-ministro português, Luís Montenegro ou, em alternativa, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
O principal objetivo da iniciativa é unir esforços para garantir o início das obras no presente ano, para a conclusão dos 72 quilómetros de autoestrada pendentes entre Castelo Branco e Moraleja (Espanha), através da construção do IC31, assegurando a ligação por autoestrada Lisboa-Madrid pela Beira Baixa e pelo Norte da Extremadura espanhola.
Esta plataforma defende, para já, a conclusão dos cerca de 72 quilómetros (de um total de 600 quilómetros) de ligação por autoestrada entre Lisboa e Madrid, isto é, a construção do IC31, ligação entre a A23 e a fronteira das Termas de Monfortinho.
A USCB anunciou hoje a sua total associação e apoio à concentração Ibérica Cidadã, convocada pela Aliança Territorial Europeia e realça que a ausência de uma ligação digna em perfil de autoestrada “tem penalizado gravemente a região interior do país”.
A estrutura sindical, destaca há pontos críticos que justificam a urgência da obra, nomeadamente, o fim do isolamento regional, a atração de investimento e emprego, a segurança e mobilidade e a criação do eixo estratégico Lisboa-Madrid.
“O desenvolvimento do Interior exige investimento público sério em infraestruturas estruturantes. A coesão territorial só se constrói garantindo às populações locais as mesmas oportunidades atribuídas ao litoral do país”, sustentam.
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