Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa
O Presidente da República defendeu hoje que o país “não pode ter memória curta” quanto ao mau tempo que assolou o país, comprometendo-se a ouvir primeiro para depois falar e a “cooperar com todos os órgãos de soberania”.
António José Seguro falava aos jornalistas no final do primeiro ponto da sua Presidência aberta, que decorre até sexta-feira, e que arrancou com uma visita ao Hotel da Montanha, Pedrógão Pequeno, Sertã, distrito de Castelo Branco, que foi afetado pelo mau tempo e está agora a ser alvo de obras de recuperação.
O Presidente da República disse que o seu objetivo é “dar voz a quem precisa de se fazer ouvir, porque o país não pode ter memória curta perante uma dor tão grande e tão longa”.
Seguro mostrou-se disponível “para ouvir todas as vozes, todos os problemas que persistem e também para testemunhar todas as coisas boas que estão a ser feitas no terreno”.
“O Presidente da República também tem uma responsabilidade que é de cooperar com todos os órgãos de soberania para encontrarmos as melhores soluções, porque esta não é uma situação em que só uns é que têm responsabilidades, é uma responsabilidade do Estado no seu conjunto. Portanto, esta é a função que eu quero desempenhar durante estes cinco dias”, apontou.
No caminho para este primeiro ponto, o chefe de Estado parou para ouvir as queixas de meia de uma centena de populares que exigiam a reabertura da estrada nacional número 2.
“Eu venho para ouvir e falo sempre depois de ouvir. E, naturalmente, ali estavam várias dezenas de pessoas e eu parei porque quis ouvir. Esse é um dever que eu considero que o Presidente da República tem”, apontou.
António José Segurou visitou esta manhã o Hotel da Montanha, localizado em Pedrógão Pequeno, concelho da Sertã, que sofreu danos estimados em 1,5 milhões de euros, na sequência do mau tempo.
“Se não tivesse tesouraria não tinha recomeçado a recuperação do hotel”, indicou o responsável ao Presidente da República.
Nesta ocasião, o António José Seguro assinalou que estava “a ver muita madeira no chão”, ao que o presidente da Câmara Municipal da Sertã, Carlos Miranda, admitiu não estar a ser fácil proceder à limpeza, por falta de empresas para o efeito.
“O nosso perímetro de zona crítica é de 3 mil hectares”, informou.
A visita contou com a presença de autarcas, do secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, e do coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes.
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