Por: Diário Digital Castelo Branco
O XXIX Congresso Nacional da Juventude Social Democrata (JSD) decorreu, este fim de semana, 22 e 24 de Maio, em Viseu. A Distrital da JSD de Castelo Branco conquistou uma forte presença nos órgãos nacionais da estrutura. Miguel Barroso, Presidente Distrital, foi eleito Coordenador Nacional Autárquico da JSD, Camila Torgal foi eleita Coordenadora Nacional do Ensino Superior e António Saraiva eleito Presidente do Conselho de Jurisdição Nacional.
Segundo informação a que o Diário Digital Castelo Branco teve acesso, a representação distrital estendeu-se ainda à integração de jovens do distrito em listas candidatas ao Conselho Nacional da JSD. Diogo Matias, Bárbara Galante e Pedro Caniça integraram listas ao órgão máximo entre congressos.
O Congresso Nacional elegeu ainda João Pedro Luís como novo Presidente da Juventude Social Democrata. Já Raquel Soares Lourenço, atualmente a Presidente de Câmara mais jovem do país, foi eleita Presidente da Mesa do Congresso.
A delegação da JSD Distrital de Castelo Branco ao Congresso Nacional foi composta por 18 congressistas oriundos dos concelhos de Belmonte, Covilhã, Fundão, Castelo Branco, Sertã e Oleiros. Durante os trabalhos, vários delegados do distrito intervieram no plenário sobre temas estruturantes para a região e para o país, com destaque para as infraestruturas de mobilidade e acessibilidades, nomeadamente a importância de avançar com o IC31 e o IC6 até à Covilhã, bem como a requalificação do IC8 e da EN238 para o desenvolvimento do Interior.
Foram também debatidos temas ligados ao ensino superior, como a urgência de voltar a realizar a Prova Nacional de Acesso à Especialização Médica (PNA) na Covilhã, o subfinanciamento da Universidade da Beira Interior e a revisão do modelo de financiamento das instituições de ensino superior. A educação esteve igualmente em destaque, com referências à necessidade de modernização curricular e à criação de programas educativos mais preparados para os desafios do futuro.
A JSD Distrital de Castelo Branco apresentou ainda ao Congresso Nacional a moção setorial “Reindustrializar Portugal: Crescer para Competir”, aprovada por larga maioria pelos delegados congressistas. A proposta parte da constatação de que a economia portuguesa é maioritariamente composta por micro, pequenas e médias empresas, defendendo que o país precisa de criar condições para que estas empresas possam ganhar escala e competir nos mercados internacionais, através de processos de fusão.
A moção propõe medidas de incentivo à consolidação empresarial, à modernização tecnológica e à adoção de soluções de inteligência artificial pelas PME, com o objetivo de aumentar a produtividade e a competitividade da economia nacional. Defende igualmente que o Estado deve assumir um papel de partilha de risco com as empresas em projetos de inovação industrial, criando mecanismos que permitam aumentar a segurança e a capacidade de investimento do tecido empresarial português. O objetivo passa por construir uma economia mais produtiva, mais inovadora e mais competitiva, capaz de gerar riqueza, emprego qualificado e maior autonomia económica para Portugal.
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