Por: Diário Digital Castelo Branco
A Câmara de Castelo Branco reuniu com os presidentes de junta de freguesia do concelho para fazer o levantamento das principais necessidades sentidas no terreno e para definir prioridades nas intervenções, na sequência da depressão Kristin.
“Durante a reunião, foram partilhadas informações sobre os impactos verificados em cada freguesia, nomeadamente em infraestruturas, vias de comunicação, equipamentos públicos e espaços comuns, permitindo uma avaliação mais próxima e detalhada da realidade no terreno”, referiu o município de Castelo Branco.
Segundo a autarquia, não há registo de famílias desalojadas ou de mortes no concelho.
As principais situações reportadas incluíram cortes de vias rodoviárias decorrentes da queda de árvores, muros, tombos de placas e sinais de trânsito, deslocação de telhas ou coberturas e danos em fachadas e estruturas, escolas, pavilhões, parques, jardins e zonas de lazer e mobiliário urbano (paragens, bancos, sinalética).
Foram também reportados danos e prejuízos em culturas agrícolas e explorações agropecuárias, quedas de postes, danos na iluminação pública e interrupções de rede elétrica e de comunicações.
“As ocorrências estão a ser resolvidas de forma progressiva, de acordo com a prioridade e o grau de risco associado, mantendo-se a situação sob monitorização permanente”.
A Câmara Municipal sublinhou ainda que as equipas municipais, em coordenação com bombeiros, forças de segurança e restantes entidades integrantes do sistema de Proteção Civil, encontram-se no terreno em ações de sinalização e isolamento das zonas afetadas, remoção de obstáculos da via pública, avaliação de danos e reposição das condições de segurança e circulação.
A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.
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