Por: Diário Digital Castelo Branco
Sofia Ravara, docente da Faculdade de Ciências da Saúde, recebeu galardões em Portugal e Espanha, por estudo sobre mortes por consumo de tabaco em Portugal.
"Smoking-attributable mortality in Portugal by region in 2019” é o título do estudo desenvolvido por investigadores portugueses e espanhóis e que recebeu o Prémio Robalo Cordeiro 2022 – atribuído pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia –, além do galardão de melhor Melhor Comunicação Oral Colaboração Espanha-Portugal, no Congresso Internacional da Sociedade Espanhola de Epidemiologia, da Sociedade Espanhola de Saúde Publica e da Associação Portuguesa de Epidemiologia. Júlia Rey Brandariz (aluna de Doutoramento Internacional em Saúde Pública - colaboração Universidade Santiago de Compostela e Universidade Nova de Lisboa), Sofía Ravara (FCS-UBI e centro de investigação CISP, ENSP, NOVA), María Isolina Santiago-Pérez, Pedro Aguiar (ENSP, NOVA), Alberto Ruano-Ravina, Leonor Varela-Lema, Cristina Candal-Pedreira, Nerea Mourino e Mónica Pérez-Ríos são os investigadores que trabalharam na investigação.
Segundo informação a que o Diário Digital Castelo Branco teve acesso, o trabalho estimou, pela primeira vez, a mortalidade atribuída ao consumo de tabaco nas regiões NUTS-II de Portugal (Norte, Centro, AM de Lisboa, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira), por todas as causas de morte até hoje comprovadamente causadas pelo tabaco, e agrupadas por doença cardiovascular e metabólica, respiratória e cancro.
“Mostrou uma grande variação e desigualdades na mortalidade associada ao tabaco em Portugal, por sexo e região”, de acordo com Sofia Ravara.
As conclusões apontam para uma mortalidade maior nos homens do que nas mulheres e maior nos Açores, em ambos os sexos. A Madeira apresenta a mortalidade menor, sobretudo em mulheres, pois é a região em que se começou a fumar há menos tempo. Em 2019, o consumo de tabaco causou 13.847 mortes, representando 12.3% do total das mortes entre a população portuguesa com idade igual ou superior a 35 anos. Destas, 71% ocorreram na população masculina, com 22% a ter menos de 65 anos.
Quanto às causas de morte, 42,5% deveram-se a cancro, 35,4% a doenças cardiovasculares e metabólicas e 22,2% devido a doenças respiratórias.
No que se refere a regiões, a mais baixa taxa de morte devido a tabaco ocorreu na Madeira (2,1%) e a mais alta na região Norte.
Nos homens, o cancro domina as causas de morte em todas as regiões, enquanto que, nas mulheres, são os problemas cardiovasculares.
A qualidade do estudo mereceu reconhecimento com o Prémio Robalo Cordeiro 2022, atribuído anualmente para galardoar uma nova geração de cientistas que se dedicam à investigação na área respiratória, premiando trabalhos de investigação científica, originais e inéditos, ou um projeto de investigação, incluindo treinos em instituições nacionais ou estrangeiras em técnicas essenciais à sua prossecução.
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