Castelo Branco: Eleitos do PSD esclarecem acordo com PS para viabilizar executivo da Junta de Freguesia

Na sequência da notícias do Diário Digital Castelo Branco (DDCB) http://www.diariodigitalcastelobranco.pt/noticia/58041/castelo-branco-acordo-entre-ps-e-psd-viabiliza-executivo-da-junta-de-freguesia- relativas à tomada de posse dos órgãos da Freguesia de Castelo Branco, os eleitos do Partido Social Democrata (PSD) esclarecem, em comunicado enviado ao DDCB, alguns aspetos atinentes às negociações. 

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  • Publicado: 2021-10-15 16:33
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

Após o resultado eleitoral do passado dia 26 de setembro, o Partido Socialista perdeu a maioria absoluta na Freguesia de Castelo Branco tendo, no universo de 19, elegido 7 deputados, aos quais se juntaram 6 eleitos pelo Movimento Independente - Sempre, 3 do PSD, 2 do partido CHEGA e 1 do MPT – Partido da Terra. Este foi um resultado que fragmentou os órgãos do poder local em Castelo Branco. 

Os eleitos do PSD nos órgãos da Freguesia de Castelo Branco, nomeadamente, Alice Almeida, José Maria Coelho, Adélia Guerreiro, Joaquim Pinto e Rui Riscado afirmam que houve uma grande vitalidade da democracia, mas exigiu às forças políticas uma responsabilidade acrescida na interpretação destes mesmos resultados eleitorais, sendo necessário encontrar pontos de encontro e negociar consensos, visando o bom funcionamento dos órgãos. 

Os sociais democratas entenderam que não devem compactuar com uma ideia de instabilidade e de ingovernabilidade "através de jogos partidários que não só não se devem, mas não se podem sobrepor ao superior interesse dos Albicastrenses, e foi por isso que os eleitos do PSD decidiram integrar o executivo da Junta de Freguesia de Castelo Branco, dando respeito à escolha dos fregueses e, ao mesmo tempo, privilegiando a pluralidade nos órgãos, aumentando a sua representação nos mesmos de 3 para 5 (devido à substituição dos dois membros que subiram ao executivo)", lê-se na comunicação de imprensa. 

Dizem que isto permitir-lhes-á ter acesso a mais informação e, deste modo, escrutinar o trabalho do executivo com mais rigor, promovendo a transparência e a prestação de contas, ao que se acrescenta ainda a possibilidade do PSD passar a ser ouvido não só nas Assembleias de Freguesia, mas também nas reuniões do executivo que têm uma maior regularidade em relação às primeiras.

Os sociais democratas afirmam que a democracia deve sempre preferir o confronto de ideias ao invés de um poder fechado, egocêntrico e pouco transparente. 

O PSD não se irá imiscuir na governação socialista, mantendo a sua posição de alternativa, que conservará durante os próximos quatro anos de mandato, procurando sempre exercer uma oposição assertiva e, sobretudo, construtiva, pautando-se por um valor democrático de respeito.

Os eleitos do PSD não vão viabilizar cegamente todas as propostas do Partido Socialista. Dizem que vão analisá-las, de forma crítica e, quando as mesmas colidirem com os valores e os ideais social-democratas, sofrerão, obviamente, do seu “veto”, bloqueando qualquer abuso de poder, mantendo uma posição isenta, honesta, fora de quaisquer caciquismos políticos. 

O PSD compromete-se, assim, a não falar para dentro e dar contas aos cidadãos que é a quem realmente serve, almejando sempre o governo saudável da freguesia e o bem dos fregueses.

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