Castelo Branco lança concurso para confeção de bolo de amora chamado “Casulo” com inscrições até dia 16 de Outubro de 2020

O Concurso de desenvolvimento de um bolo com doce de amora com a designação de “Casulo” foi apresentado na passada 3ªfeira, dia 26, no Museu da Seda, situado na Quinta da Carapalha de Baixo, lugar escolhido pelo facto da iguaria gastronómica a concurso ter o nome do invólucro construído pelo bicho-da-seda no qual se transformam as crisálidas que dão origem à seda. 

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  • Publicado: 2020-05-28
  • Autor: José António Baleiras

Neste caso, pretende-se que, em vez de crisálidas, as amoras deem origem ao recheio do futuro doce que identifique Castelo Branco na área da confeitaria, assim como os Casulos que a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) tem para fornecer seda às bordadeiras dos Bordados de Castelo Branco, que antigamente chegava de Itália. 

A ideia foi apresentada pela própria autora, com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Luís Correia, que representa a entidade a quem, Maria de Lurdes Pombo, criadora da ideia gastronómica, convidou para a ajudar a promover a iniciativa junto do público potencialmente concorrente na qualidade de patrocinadora do “Casulo”.

Na apresentação, acima descrita, Maria de Lurdes Pombo fez uma resenha histórica, que segundo investigações feitas sobre as amoreiras que existem no Concelho, aquando da construção do Museu da ceda, referem que em 1802, a 16 de Agosto, na Sessão Municipal da Câmara de Castelo Branco, foram nomeados inspetores para a plantação de amoreiras em várias localidades do Concelho, nomeadamente, em Castelo Branco, Alcains, Escalos de Cima, Escalos de Baixo, Salgueiro, Malpica, Monforte e Cafede. Isto quer dizer que há mais de dois Séculos que a Câmara Municipal tem ligação ao fruto do “Casulo” e que em 1942 a Câmara Municipal mandou proteger as amoreiras que se plantaram na Devesa de Castelo Branco. “É isto que liga a região, a cidade e a Câmara de Castelo Branco a este projeto da confeção de um bolo de Amora que identificará a Cidade”, afirmou Maria de Lurdes Pombo.

Na sua intervenção o Presidente da Câmara Municipal, Luís Correia, confirmou ter recebido o desafio de que Castelo Branco ter um bolo identitário da cidade e que se conjuga, na perfeição, com o Bordar e Receber da nova marca de Castelo Branco. “Acolhemos com muito gosto esta proposta porque, desde logo, vem-nos ajudar a concretizar a estratégia de promoção e divulgação dos produtos do nosso território”, afirmou o autarca.   

O regulamento estará disponível a partir de 30 de Maio às 15:00 horas no site da Câmara Municipal e as inscrições poderão ser feitas no site do Centro de Apoio Tecnológico Agro-Alimentar (CATAA) até dia 16 de Outubro de 2020. 

O CATAA vai ser a entidade que certificará o “Casulo”, tanto ao nível físico-químico como microbiológico, e também constituirá o júri que analisará todas as propostas concorrentes. Segundo Luís Correia, o CATAA também vai desenvolver a embalagem que dignifique o produto e identifique a região onde é produzido.

“É um desafio que lançamos a todos os albicastrenses, independentemente de serem ou não profissionais da área da confeitaria, todas as pessoas podem ter ideias e criatividade de desenvolver um produto que nos identifique e esperamos tê-lo a ser promovido na ‘Sabores de Perdição’ 2021”, conclui o autarca.

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