Reestruturação do Politécnico de Castelo Branco é um processo que nasceu torto

O Conselho Geral do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) aprovou a proposta de reestruturação apresentada pela presidência do Instituto Politécnico, no dia 02 de dezembro passado. Depois de uma mudança de estatutos do IPCB, segundo as informações apresentados pela presidência, as atuais 6 Escolas darão lugar a 4.

  • Educação
  • Publicado: 2020-01-13
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

O Conselho Geral do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) aprovou a proposta de reestruturação apresentada pela presidência do Instituto Politécnico, no dia 02 de dezembro passado. Depois de uma mudança de estatutos do IPCB, segundo as informações apresentados pela presidência, as atuais 6 Escolas darão lugar a 4.

A decisão leva à descaracterização de quatro das atuais escolas com especial ênfase para a “Escola Superior de Educação e para a Escola Superior Agrária de Castelo Branco, escolas fundadoras do IPCB com extraordinária importância na região e no país. Também a ESGIN (Escola Superior de Gestão da Idanha-a-Nova) desaparece, sendo criada uma nova escola que agregará as áreas científicas de Informática e de Gestão, estando previsto que os cursos atualmente a funcionar em Idanha-a-Nova aí permanecerão”, afirma em comunicado o Sindicato dos Professores da Região Centro.

Ao nível dos espaços físicos foram propostas várias alterações, sem que nenhum dos atuais seis edifícios em atividade deixe de funcionar. Estas alterações irão mobilizar pessoas e bens sem que seja conhecido o custo e os objetivos destas mudanças.

O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) em recente reunião com o Presidente do IPCB, Professor António Fernandes, manifestou preocupação pela forma autocrática como esta decisão foi tomada, ou seja, sem um amplo debate pela comunidade académica. Reafirmou a necessidade de se proceder à discussão alargada das implicações da decisão, bem como dos benefícios e prejuízos delas decorrentes. Um processo desta dimensão, pelos efeitos estruturantes e impactos na vida dos professores e funcionários da instituição, tem de ser discutido por todos e aprovados pelos atuais órgãos das Escolas. O envolvimento do corpo docente e em geral da comunidade escolar afigura-se essencial para uma decisão ponderada e participada. Acresce que a proposta foi aprovada sem quaisquer indicadores de custos e benefícios.

Desde logo algumas interrogações são inevitáveis. Os postos de trabalhos são garantidos ou haverá extinção de alguns? Como decorrerá deslocação de docentes, pessoal técnico-administrativo e assistentes operacionais entre as Escolas?

O SPRC vê com preocupação este processo de reestruturação e a forma como está a ser conduzido. Afirma que o irá acompanhar e que tomará as diligências necessárias para promover o debate e contribuir para uma solução que não coloque em risco a sustentabilidade dos postos de trabalho dos docentes e demais funcionários, bem como do próprio IPCB e das suas Escolas.

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