Castelo Branco: Democracia(s) XXI marcou arranque para Europeias2019 em Alcains

Como o DDCB já adiantou, Alcains recebeu, este fim-de-semana, o fórum “Democracia(s) XXI”, organizado pela Distrital da JSD de Castelo Branco, que contou com 13 oradores, distribuídos por 8 painéis temáticos.

  • Região
  • Publicado: 2019-03-04
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

Como o DDCB já adiantou, Alcains recebeu, este fim-de-semana, o fórum “Democracia(s) XXI”, organizado pela Distrital da JSD de Castelo Branco, que contou com 13 oradores, distribuídos por 8 painéis temáticos.

Durante a sessão de abertura, o Presidente da Distrital da JSD e indicação da região ao Parlamento Europeu, Hugo Lopes, frisou a importância do debate e do conhecimento, realçando o caminho que a estrutura tem percorrido, o ideal do projeto-piloto desta iniciativa e ainda os principais problemas e desafios que assolam a Beira Interior, deixando aos participantes o repto de lhe fazerem chegar as suas propostas para as eleições europeias e legislativas.

Segundo o comunicado a que o DDCB teve acesso, Manuel Frexes, Presidente da Distrital do PSD, criticou Pedro Marques por ter sido “um dos piores ministros do Governo”. Referiu ainda que o atual candidato do PS às europeias “nunca se preocupou com o interior”.

A Presidente da JSD, Margarida Balseiro Lopes, também atacou Pedro Marques por ser o “campeão das fake news” e por promover obras que nunca cumpriu. Na sua intervenção, a também Deputada do PSD realçou a importância de aumentar o apoio social para estudantes carenciados e do pagamento das bolsas “a tempo e horas”.

Lídia Pereira, Presidente da Juventude do Partido Popular Europeu e indicação da JSD às europeias, realçou a importância que a emancipação dos jovens tem assumido na agenda política do YEPP e defendeu a ideia de que os jovens de hoje são “made in Europe”, ou seja, têm ADN Europeu.

De seguida, foi Pedro Duarte, Diretor da Microsoft, quem subiu ao palco para falar sobre as transformações provocadas pelas novas tecnologias, designadamente no mundo do trabalho. Começou por assinalar a significativa destruição de postos de trabalho provocada pelos avanços tecnológicos, os mesmos que criaram muitos outros novos. O ritmo desta transformação, diz, tem-se acentuado, razão pela qual entende ser essencial a adaptação da educação a essas transformações. No seu entendimento, a tecnologia veio para ajudar a humanidade e não para a substituir.

Diogo Agostinho falou sobre as surpresas da Democracia e começou por afirmar que “em Portugal também existem Trumps e Bolsonaros”. O Colunista do Expresso entende que a democracia tem que se reinventar e destacou o papel dos cidadãos, dando como exemplo desanimador o facto de “apenas 41% dos portugueses estarem capacitados para detetar fake news”.

O Vice-Presidente do PSD e ex-Secretário de Estado, Manuel Castro Almeida, criticou o Governo no que toca à gestão dos fundos europeus, que diz “foram mal utilizados e não serviram para aproximar Portugal da Europa”. Denunciou ainda a utilização dos mesmos para financiar o Orçamento de Estado, algo que entende ser “inaceitável e desonesto”.

Ao almoço, Paulo Rangel mostrou reservas quanto ao facto de não existir um estudo de impacto do Brexit na economia nacional. Criticou a “gestão ruinosa” de Pedro Marques na pasta dos Fundos Europeus, assinalando que os novos quadros vão prejudicar Portugal. Questionado sobre o artigo 13.º (Diretiva Europeia dos Direitos de Autor), entende que a proposta em cima da mesa é “bastante razoável” e, sobre a presença do Fidesz (partido de Viktor Orbán) no PPE, diz que “ao contrário do que muitos, desonestamente, tentam fazer crer, sempre fui contra a sua permanência e continuo a defender a sua saída”.

Durante a tarde, Eugénia Gambôa, docente na Universidade Católica Portuguesa, sinalizou a globalização e os problemas ambientais como os grandes desafios das sociedades modernas e destacou o papel da educação, que no seu entendimento deve repudiar o facilitismo, no “combate à ignorância”.

A democracia aberta e as cidades inteligentes também estiveram em destaque. Miguel Pinto Luz, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Cascais, definiu cidade inteligente como aquela que é capaz de ultrapassar os problemas dos seus habitantes. Destacou a impotência de envolver os jovens na gestão na sua terra e sinalizou o Orçamento Participativo Jovem como um excelente instrumento de promoção de uma cidadania ativa.

No mesmo painel, Ricardo Rio, Presidente da Câmara Municipal de Braga, falou sobre a transformação de Braga numa cidade cada vez mais eletrónica e inteligente, frisando a proximidade com os cidadãos e a democracia aberta como uma prioridade. Na sua ótica, a partilha de recursos é essencial e os dados abertos podem contribuir para melhorar o bem-estar dos cidadãos.

Álvaro Amaro, Presidente da Câmara Municipal da Guarda, esteve com Carlos Maia, ex-Presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), num espaço dedicado à coesão territorial. O primeiro defendeu a regionalização e destacou a perícia dos municípios que são, no seu entendimento, os responsáveis pelo pouco investimento público que se vai realizando. Já o ex-Presidente do IPCB destacou o problema da demografia, criticou a redução do desemprego a nível nacional por via do aumento da precariedade, defendeu as Instituições de Ensino Superior que “fazem bem o seu trabalho” e desafiou o poder político a fazer o seu papel que é o de criar condições para fixar os jovens no interior.

PUB

PUB

PUB

PUB