Por: Diario Digital Castelo Branco
O livro "Receitas das Avós" é apresentado na próxima segunda-feira, dia 18 de dezembro, pelas 18H00, na Biblioteca Municipal de Castelo Branco. Com a chancela da RVJ Editores, o livro, coordenado por João Carrega e com o prefácio de José Júlio Cruz, reúne um conjunto de receitas confecionadas por cerca de 30 avós que aceitaram o desafio de mostrar os sabores pelos quais os netos as identificam.
O livro "Receitas das Avós" é apresentado na próxima segunda-feira, dia 18 de dezembro, pelas 18H00, na Biblioteca Municipal de Castelo Branco. Com a chancela da RVJ Editores, o livro, coordenado por João Carrega e com o prefácio de José Júlio Cruz, reúne um conjunto de receitas confecionadas por cerca de 30 avós que aceitaram o desafio de mostrar os sabores pelos quais os netos as identificam.
A originalidade deste livro, que apresenta cada uma das avós, naturais de várias cidades, vilas e aldeias da região centro do país, é o de mostrar a relação umbilical e gastronómica entre avós e netos ou bisnetos.
João Carrega explica que "este livro procura ser uma homenagem a todas as avós. Não só aquelas que aceitaram o nosso desafio de dar a cara e confecionar os pratos pelos quais os netos mais as identificam, mas a todas sem exceção. Os tais sabores e vivências únicas, muitas vezes partilhados entre avó e netos, na cozinha durante a sua produção, reforçando a ligação umbilical que os une, garantem-nos a preservação de receitas caseiras, do quotidiano de cada um, onde muitas vezes se juntam diferentes influências".
O coordenador do livro adianta que "é tudo isto que torna a cozinha das avós única. Uma cozinha capaz de acolher e juntar distintos conceitos das mais diversas regiões. Nesse sentido, diria que as receitas das avós são mais cosmopolitas do que aquilo que se pensa. Cada uma tem a sua maneira própria de condimentar os seus pratos. E cada um dos seus netos saberá identificá-los como sendo os das suas avós".
Maria Amélia, aos 102 anos de vida, recorda o caldo verde que fazia na sua cozinha no Perdigão (Vila Velha de Ródão) e apresenta-nos a sua receita. Olívia Tavares (Escalos de Cima), 94 anos, traz-nos os ovos verdes, Emília Filipe (Penamacor), 88 anos, confecionou, na sua cozinha pasteis de bacalhau e de massa tenra, com sabores únicos. Gracinda Barrete, 81 anos nascidos e vividos em Malpica do Tejo, mostra-nos as sopas da boda, que embora fossem prato principal nos casamentos são ainda hoje degustados pelos netos.
Nas 80 páginas surgem ainda muitas outras iguarias, a saber: camarões fritos, de Ana Maria Oliveira (Perdigão); a sopa da horta, de Maria Baltazar (Alcains); a bica de azeite, de Maria Regina (Monforte da Beira); a sopa de casamento, de Maria de Lurdes Ferreira (Monforte da Beira); o coelho de café, de Maria Filomena Carrega (Caramulo); o borrego no forno, de Justina Ribeiro (Portalegre); os maranhos e o cabrito guisado de Maria do Céu Vaz (Almaceda); a chanfana, de Maria Lourenço Martins (Sarzedas); as lulas recheadas, de Maria Gonçalves (Escalos de Baixo); as pataniscas de bacalhau, de Maria José Salgueiro (Monsanto); o Angel Cake, de Adelaide Correia (Castelo Branco); as farófias, de Maria da Conceição Reis (Louriçal do Campo); a tigelada, de Maria Madalena Lourenço (Cebolais de Cima); as papas de carolo, de Maria do Carmo Prata (S. Vicente da Beira); o arroz doce, de Rosa Santos (Escalos de Cima); o bolo de cenoura com cobertura de chocolate, de Teresa Brás (Fundão); o bolo de chocolate, de Firmina Bento (Santo André das Tojeiras); o bolo branco, de Rosa Antunes (Benquerenças); o pão de ló, de Maria Abelho Alves (Lardosa); o bolo de mel e o bolo de trufa, de Jocelina Mendes (Salgueiro do Campo); as filhós, de Ana Santos (Póvoa de Rio de Moinhos); os borrachões, de Maria Marcelino (Ninho do Açor); as cavacas, de Maria Duarte (Tinalhas); os ovos da malha, de Maria André (Penha Garcia), e a jeropiga, de Augusta Matos.
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