Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Câmara de Penamacor aprovou por maioria o orçamento para 2018, no valor de 13,937 milhões de euros, o que representa um aumento de quase dois milhões de euros relativamente ao deste ano.
A Câmara de Penamacor aprovou por maioria o orçamento para 2018, no valor de 13,937 milhões de euros, o que representa um aumento de quase dois milhões de euros relativamente ao deste ano.
"Temos um orçamento proposto global muito perto dos 14 milhões e ligeiramente superior ao orçamento que apresentámos para 2017, [o que] naturalmente é alavancado pelo arranque do quadro comunitário Portugal 2020", afirmou o presidente deste município, António Luís Beites (PS), durante a sessão pública do executivo.
O documento foi aprovado com os votos a favor do PS e a abstenção do vereador eleito pelo movimento "Penamacor, um Concelho no Coração".
Na apresentação da proposta, o presidente deste município do distrito de Castelo Branco explicou que o acréscimo inscrito no valor global se prende com a conclusão de algumas intervenções que estão a ser iniciadas e que serão concluídas este ano, bem como a concretização de outros projetos.
Entre as obras que destacou estão a realização do plano de pormenor para a ampliação da zona industrial e a infraestruturação da respetiva área, a requalificação do Centro de Saúde de Penamacor, a requalificação integral da zona histórica da vila, a requalificação do Teatro Clube de Penamacor, a abertura da Casa da Memória Sefardita Ribeiro Sanches, bem como a criação de uma incubadora de base tecnológica.
Segundo referiu, também estão previstas obras de reabilitação urbana em todas as freguesias do concelho, a aposta na reabilitação de edifícios de habitação para o mercado de arrendamento e o reforço da promoção turística do concelho, de que será exemplo a criação da porta de entrada da Serra da Malcata.
"Só em termos destas obras, estamos a falar de um bolo de sensivelmente quatro milhões de euros", disse, especificando que o valor será comparticipado pelos fundos comunitários.
As grandes opções do plano também incluem o investimento nas questões sociais, educação e saúde, promoção da cultura e desporto, bem como o apoio às freguesias e às instituições e associações do concelho, com destaque para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, cujo subsídio deverá ser reforçado em 2018.
O autarca deixou ainda a informação de que no próximo ano a autarquia deverá estar em condições para sair do plano de saneamento financeiro a que recorreu no anterior mandato.
Na apreciação do documento, o vereador da oposição, Domingos Torrão, explicou que o sentido de voto era de abstenção por considerar que devia haver uma aposta mais clara para o estímulo ao investimento e fixação de pessoas.
"O concelho está cada vez mais envelhecido e a precisar de gente e creio que a autarquia tem de estar dotada de iniciativas para facilitar a implementação de apoios a empresas e jovens que aqui se queiram instalar", disse.
Uma posição que foi contraposta pelo presidente, que garantiu que "nunca como agora" houve um orçamento tão direcionado para a vertente do investimento, tendo dado o exemplo a ampliação da zona industrial ou o plano para a criação da incubadora de base tecnológica.
Nesta sessão foi ainda aprovado manter em 04% a taxa de participação do município no Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) com a autarquia a abdicar de 01%, sendo que o valor recebido é canalizado para o apoio aos bombeiros e para a atribuição gratuita dos livros escolares a todos os alunos do concelho até ao 12.º ano de escolaridade.
As deliberações seguem agora para aprovação na Assembleia Municipal, que se realiza a 06 de dezembro.
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