Por: Patrícia Calado
A Junta de Freguesia de Castelo Branco encontra-se a acolher uma comitiva de gentes oriundas dos Açores, concretamente da Ilha do Faial, da freguesia de Castelo Branco. Açorianos e beirãos, mas todos albicastrenses encontram-se assim na Capital da Beira Baixa no âmbito da geminação entre estas duas freguesias.
A Junta de Freguesia de Castelo Branco encontra-se a acolher uma comitiva de gentes oriundas dos Açores, concretamente da Ilha do Faial, da freguesia de Castelo Branco. Açorianos e beirãos, mas todos albicastrenses encontram-se assim na Capital da Beira Baixa no âmbito da geminação entre estas duas freguesias.
Decorreu esta segunda-feira à noite, no Centro Cívico (Docas), um encontro de grupos de folclore, onde participou um grupo de Castelo Branco, dos Açores. Numa noite agradável e com uma multidão a assistir, os albicastrenses dos Açores puderam assim abrilhantar a noite. Para quem não pôde ir até às Docas na segunda-feira assistir a um espetáculo dos albicastrenses dos Açores, pode ir até ao Centro Cívico, na próxima sexta-feira às 21:30 horas, ouvir a Banda Filarmónica de Castelo Branco, dos Açores.
Recorde-se que há cerca de dois meses, o Orfeão de Castelo Branco deslocou-se à Ilha do Faial para ficar a conhecer Castelo Branco do outro lado do Oceano Atlântico, e, obviamente, levar um pouco da cultura musical da Beira Baixa aos Açores. Agora foi a vez dos albicastrenses do Faial virem até à Beira Baixa. Isto tudo em prol da troca de conhecimentos e culturas.
“Quando concretizámos esta geminação, quisemos denominá-la uma geminação de 2.ª geração, ou seja, uma geminação que não se ficaria pelos aspetos administrativos e políticos, nem pelas deslocações das partes executivas. O que temos vindo a procurar fazer mês após mês é fazer uma integração da nossa comunidade na comunidade dos Açores e vice-versa. Foi assim que o Orfeão de Castelo Branco se deslocou há dois meses ao Faial, numa atuação, e agora calhou a vez de dois grupos dos Açores virem até nós”, explicou Jorge Neves, presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco, na segunda-feira.
A noite “Folclore ao Luar”, que decorreu na segunda-feira, e o encontro da próxima sexta-feira é assim, de acordo com o autarca, uma “maneira de haver uma troca de culturas”
“E é isso que estamos a fazer com muito gosto, procurando que as pessoas de Castelo Branco dos Açores que nos visitam tenham um conhecimento muito próximo da nossa realidade, dos nossos museus, dos nossos jardins, enfim da nossa cidade. E a mesma coisa é o que se faz quando vamos lá, ficar a conhecer todas as potencialidades que lá existem”, avançou.
Esta é assim uma opinião pelo autarca, também de Castelo Branco, mas dos Açores. Vítor Pimentel considera existir já “uma estreita relação” entre as duas freguesias.
“Muito mais do que uma relação institucional, é uma relação de amizade. Castelo Branco cá com os seus habitantes já pode somar aos habitantes de lá, consideramo-nos todos na mesma freguesia”, referiu Vítor Pimentel.
A troca de culturas e de costumes é assim um dos focos desta geminação.
“O foco desta geminação começa pelos nomes, estamos unidos pelo nome enão só. Vamos complementando a nossa cultura com a cultura de cá e vice-versa”, frisou o presidente da Junta de Freguesia de Castelo Branco dos Açores.
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