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Região 23 de fevereiro de 2016

Castelo Branco: “Faltam camas nos cuidados intensivos do HAL” - Carlos Cortes

Por: Patrícia Calado

Carlos Cortes, presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, garante que todos os hospitais da zona centro, onde o Hospital Amato Lusitano está incluído, não possuem camas suficientes para os doentes que necessitem de cuidados intensivos.

Carlos Cortes, presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, garante que todos os hospitais da zona centro, onde o Hospital Amato Lusitano está incluído, não possuem camas suficientes para os doentes que necessitem de cuidados intensivos.

“A região centro é a zona do país com maior insuficiência no que diz respeito aos cuidados intensivos. Quando deveria ter 90 intensivistas para suprir as necessidades das populações, só temos 31. Deveria ter à volta de 150 camas de cuidados intensivos de nível II e III, só há metade. Inclusivamente, há uma particularidade na região centro é que não temos nenhuma cama de nível II”, avançou Carlos Cortes.

Os pacientes da região centro que necessitem de cuidados intensivos não têm o mesmo acesso comparativamente aos do resto do país. Por exemplo, tendo em conta que não há nenhuma cama de nível II, todos os doentes têm de ocupar assim as poucas camas existentes de nível III. Apesar dos doentes de nível III serem mais críticos, todos eles precisam de cuidados especializados, já que, nem sequer podem ter alta médica. Pois, segundo explicou Carlos Cortes, um doente que necessita de cuidados intensivos é o chamado de “doente crítico”, estando na iminência de perder a vida.

Para além da falta de camas nos cuidados intensivos, o problema passa também pela falta de profissionais desta especialidade. O presidente da Secção do Centro da Ordem dos Médicos informou que na última década houve uma “desorganização gritante que não permitiu que houvesse profissionais de saúde, intensivistas na região centro”.

“Há que formar mais intensivistas no país e abrir as vagas necessárias para ultrapassar estas dificuldades. A Taxa de mortalidade podia não ter aumentado se houvesse cuidados intensivos adequados à população da região centro, que corresponde a 17% da população a nível nacional. No centro ninguém apostou nas camas de nível II”, argumentou.

Uma situação que Carlos Cortes considera de “grande gravidade e que merece uma atenção cuidada por parte do Ministério da Saúde”, já que, nada foi feito nos últimos anos para solucionar este problema patente na região centro. A Secção Regional Centro da Ordem dos Médicos pretende reunir com o grupo de trabalho que foi nomeado para a reforma do Serviço Nacional de Saúde quer a nível hospitalar quer a nível dos cuidados de saúde.

“O que a Ordem dos Médicos vai fazer, além de já ter alertado o Ministério da Saúde para esta situação, é pedir para reunir com essa comissão para alertar que se há uma reforma para os cuidados de saúde, tem de haver uma atenção muito particular nos cuidados intensivos na região centro”, acrescentou.

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