Por: Diario Digital Castelo Branco
O presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, Luís Pereira, marcou presença, esta 3ªfeira, na Assembleia da República, numa audição parlamentar com a Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Decentralização, Poder Local e Habitação sobre navegabilidade e o agravamento da poluição no rio Tejo.
O presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, Luís Pereira, marcou presença, esta 3ªfeira, na Assembleia da República, numa audição parlamentar com a Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Decentralização, Poder Local e Habitação sobre navegabilidade e o agravamento da poluição no rio Tejo.
Os deputados da Assembleia da República que integram esta comissão ouviram os alertas dos autarcas da região Médio Tejo (Mação, Nisa, Gavião, Abrantes, Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, Constância) para os problemas da poluição do rio tejo bem como os pedidos de intervenção rápida da tutela no sentido de haver uma solução emergente que solucione este problema, refere o comunicado a que o Diário Digital Castelo Branco teve acesso.
O concelho de Ródão há muito que é torturado com notícias e declarações irrefletidas sobre a poluição no rio sendo-lhe constantemente imputado culpas “solteiras” nesta matéria sem que se aborde o assunto de forma séria e idónea.
Na sua intervenção, Luís Pereira, reiterou a ideia que o município de Vila Velha de Ródão tem desde há muito, uma forte preocupação com as questões ambientais. “Fomos os únicos a apresentar estudos e análises comparativas sobre a qualidade das águas do Tejo. Sabemos que as águas do rio quando chegam a Portugal já vêm poluídas, quer devido ao fraco caudal do Tejo, quer devido ao transporte de toda a poluição da capital espanhola.”
O presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão consciente que a poluição no Tejo é o resultado de um conjunto de vários fatores que afetam amplamente a qualidade da água no rio Tejo e que não é apenas em Ródão que reside a causa do problema referiu que: “está preocupado com declarações pouco ponderadas que nada contribuem para a solução desta questão e, que arriscam ao problema ambiental, juntar um sério e dramático problema social.” Luís Pereira, referiu ainda que, “as empresas do concelho não podem ser todas apontadas como causadoras deste problema até porque a Câmara Municipal teve a coragem de identificar a questão tendo remetido essa preocupação, em 2014 e novamente em 2015, às entidades competentes, nomeadamente à Associação Portuguesa do Ambiente”.
Nesta audição parlamentar Vila Velha de Ródão, Luís Pereira, manifestou publicamente que quer fazer parte da solução de um bem comum, este recurso natural que urge salvar, e que há semelhança do que tem sido a sua linha de atuação até ao momento encetará esforços com as entidades envolvidas que queiram “olhar” este problema na globalidade.
A descarga de afluentes de empresas da região e os transvases feitos por entidades espanholas foram alguns dos problemas apontados pelos sete autarcas, que temem os efeitos económicos e ambientais na região. O autarca de Ródão comunga das preocupações expressas pelos representantes dos municípios vizinhos, mas “o problema não nasce em Vila Velha de Rodão”, garante, sugerindo às autoridades que verifiquem o que se passa a montante do seu concelho, frisando que “o que chega de Espanha não é água mineral.” E pergunta: “Como está a rede de monitorização que foi prometida para o rio Tejo?”
Durante esta audição todos os deputados reconheceram a necessidade de existir uma intervenção urgente das entidades na preservação do rio Tejo, nomeadamente através do reforço da fiscalização.
No final da audição, o presidente da comissão, Pedro Soares, do Bloco de Esquerda, concluiu que a defesa do rio Tejo é uma prioridade nacional e que o parlamento irá “encetar todos os esforços” para combater a poluição.
A propósito dos problemas de poluição no rio Tejo esta comissão já ouviu anteriormente representantes da associação ProTejo e o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
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