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Região 13 de janeiro de 2016

Castelo Branco: Chão da Vã produz azeite à maneira antiga

Por: Patrícia Calado

No Lagar do Chão da Vã, o azeite é produzido da forma mais tradicional que existe. Sem recurso a máquinas industriais, a Cooperativa de Olivicultores de Chão da Vã faz questão de continuar com esta tradição que, apesar de não ser rentável, o resultado final acaba por valer a pena.

No Lagar do Chão da Vã, o azeite é produzido da forma mais tradicional que existe. Sem recurso a máquinas industriais, a Cooperativa de Olivicultores de Chão da Vã faz questão de continuar com esta tradição que, apesar de não ser rentável, o resultado final acaba por valer a pena.

Com a campanha feita e o azeite produzido, no sábado foi o dia de provar este azeite tão tradicional através de uma Lagarada.

“A cooperativa terminou a sua campanha. Não pôde terminar sem que se cumpra a sua tradição. A tradição manda que se cumpra a lagarada, hoje o azeite é o rei”, referiu Tiago Antunes, presidente da Cooperativa de Olivicultores de Chão da Vã.

Tiago Antunes mostrou-se orgulho pelo produto final que deu a provar a todos os que compareceram à Lagarada, que teve lugar na Casa do Povo daquela aldeia.

“Um produto que nos deu muito trabalho a criar, não só na colheita, mas também no Lagar, onde o trabalho é feito manualmente e sem recurso a máquinas industriais. É um processo lento e demorado, mas o resultado está à vista”, explicou.

O presidente da cooperativa esclareceu que este é um “produto com características particulares”, pois é elaborado de forma tradicional, “, pressão a frio e sem centrifugação, o que preserva todas as características do azeite”.

Apesar da Cooperativa de Olivicultores de Chão da Vã possuir muitas limitações, tais não têm impedido esta coletividade de continuar a produzir azeite, mesmo de uma maneira menos rentável.

Ernestina Perquilhas, Presidente da União de Freguesias de Freixial do Campo e Juncal do Campo, considera importante esta atividade, sendo esta uma forma de não acabar com a tradição.

“Este é um processo que já não se utiliza porque não dá lucros, não se tiram rendimentos. Mas temos de continuar a mostrar como se faz o azeite e como é a tradição”, assegurou.

Presente nesta Lagarada esteve também o vice-presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Arnaldo Brás, que partilhou da mesma opinião da autarca.

“Há que evidenciar o trabalho deste Lagar. Este tipo de extração de azeite não é rentável, mas a sua qualidade supera tudo aquilo que é a rentabilidade e, acho bem que continuem a trabalhar nesse sentido”, asseverou.

A Cooperativa de Olivicultores de Chão da Vã, para além de lutar pela tradição, pretende que o Lagar seja um espaço didático, “pois é possível observar todo o processo da transformação da azeitona em azeite”.

“O ano passado contámos com a presença de dois alunos do pré-escolar de Freixial do Campo e com os utentes do Centro de Saúde de Salgueiro do Campo. Este ano recebemos os meninos do jardim-de-infância das Violetas, estiveram muito atentos ao processo e saíram do Lagar a saber como se produz azeite”, acrescentou.

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