Por: Patrícia Calado
A candidata à Presidência da República, Maria de Belém, comprometeu-se esta quarta-feira, no comício em Castelo Branco no Nercab, a combater as assimetrias sentidas em Portugal relativamente ao litoral e interior.
A candidata à Presidência da República, Maria de Belém, comprometeu-se esta quarta-feira, no comício em Castelo Branco no Nercab, a combater as assimetrias sentidas em Portugal relativamente ao litoral e interior.
“Comprometo-me a combater as assimetrias e coesão social. Este distrito tem potencialidades, serei representante dos vossos interesses. Sou uma mulher de honra e cumpro sempre com a minha palavra”, assegurou.
Maria de Belém, que contou com uma receção calorosa por parte dos albicastrenses, garantiu que a decisão de se candidatar à Presidência da República não foi tomada de ânimo leve, tendo feito “uma profunda reflexão”.
“Senti um enorme impulso e considerei que deveria contribuir para a melhoria das condições de vida dos portugueses e do meu país”, justificou.
Numa altura em que Portugal vive uma instabilidade política, a candidata criticou Aníbal Cavaco Silva por ainda não ter tomado nenhuma decisão relativamente ao Governo e Primeiro-Ministro que devem tomar posse. Para Maria de Belém, este é um momento em que o papel de um Presidente da República é crucial para a resolução desta instabilidade política.
“O Presidente da República tem de decidir com isenção, avaliar os resultados eleitorais e ver o que corresponde aos interesses nacionais. Estamos a viver um empastelamento, não vale a pena adiar decisões”.
Maria de Belém, que já deixou claro que Cavaco Silva devia indigitar António Costa como Primeiro-Ministro, afirmou que a indefinição política é má.
“Para uma época em que as preocupações com a economia, quase que tomaram conta do nosso discurso público e privado, é bom que se tenha em atenção que a indefinição, a indecisão, a independência permanente, chamado veto de gaveta quando não pretendemos resolver qualquer assunto no domínio da administração pública, isso é extremamente prejudicial”, avançou.
A candidata acrescentou ainda que Portugal encontra-se numa “situação frágil” e é fulcral “ultrapassar a crise”, visto que, o país não se encontra “bem no ponto de vista social nem económico”.
Assim, Maria de Belém quis passar a confiança e a mensagem de que é capaz de presidir Portugal e prestigiar Portugal através de política assentes na tolerância e humanismo.
“Considero, pela experiência que tenho, que estou à altura de exercer o cargo de Presidente da República. Não vou abdicar das minhas crenças e tenho conhecimento da realidade”, concluiu.
Cristina Granada, Arnaldo Brás e Hortense Martins demonstraram o apoio a Maria de Belém no comício desta quarta-feira. O vice-presidente da autarquia de Castelo Branco quer que Portugal fuja à tradição de eleger mais um homem para a Presidência da República, garantindo que Maria de Belém é a escolha acertada. Quanto à presidente da Federação Distrital do Partido Socialista de Castelo Branco e deputada da Assembleia da República, Hortense Martins, a candidata tem “todas as qualidades, é conhecida pelo seu percurso de vida”.
“Não é beirã, mas é rija como o granito. Maria de Belém tem sensibilidade para as áreas sociais, é uma figura que muito aprecio e é gratificante a forma como se preocupa”, acrescentou Hortense Martins.
A deputada da Assembleia da República abordou ainda as assimetrias presentes no país, salientando que “qualquer empresário aqui tem de fazer o triplo do esforço”, tornando-se necessário “haver um maior equilíbrio”.
“Portugal precisa de um Presidente da República moderado, Maria de Belém tem essa qualidade”, rematou.
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