Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A nova diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, considerou hoje como “extremamente corajoso” o programa a que Portugal se comprometeu com a "troika", comentando assim a baixa do "rating" português pela agência de notação financeira Moody s.
A nova diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, considerou hoje como “extremamente corajoso” o programa a que Portugal se comprometeu com a "troika", comentando assim a baixa do "rating" português pela agência de notação financeira Moody's.
Portugal, sublinhou Lagarde, “comprometeu-se com um programa extremamente corajoso, suportado pelo conjunto da classe política”, que merece ser apoiado.
“Trata-se de um movimento extremamente importante que deveria servir de inspiração a outros países, e certamente à Grécia”, acrescentou.
A responsável, ministra das Finanças francesa até ter assumido a liderança do FMI, falava em declarações ao canal francês de televisão France 24, comentando a decisão da agência Moody´s de baixar para "junk" ( lixo ) a notação de crédito portuguesa, anunciada na terça-feira.
Para Lagarde, o programa a que Portugal se comprometeu com a "troika", em troca da ajuda externa, tem tudo para correr bem.
“Desde que Portugal respeite os seus compromissos, não há nenhuma razão para que o programa posto em prática não permita ao país voltar a ganhar competitividade e consolidar a sua situação”, acrescentou.
Fazendo um comentário geral, Lagarde disse que não se podem fazer exigências irreais a países que aceitaram um programa de recuperação das finanças públicas e esperar “resultados para amanhã de amanhã”.
É necessário, considerou a diretora-geral do FMI, que ”as forças económicas, políticas e sociais se apropriem do programa e o metam em prática”,
Lagarde pediu também que seja dado tempo a Portugal e aos países em dificuldades da zona euro para restabelecer as finanças públicas.
“Faço apelo a uma gestão do tempo e das prioridades com uma maior preocupação para com os esforços coletivos exigidos”, acrescentou.
A agência de notação financeira Moody’s cortou terça-feira em quatro níveis o "rating" português, colocando a dívida do país na categoria de "junk" ( lixo ) com o argumento, entre outros, de que existe o risco crescente de Portugal precisar de um segundo pacote de empréstimos internacionais antes de conseguir regressar aos mercados no segundo semestre de 2013.
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