Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, declarou-se esta 6ª-feira "desiludido" com a decisão governamental de incluir 320 hectares da mata do Ribeiro do Freixo na bolsa nacional de terras.
O presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, declarou-se esta 6ª-feira "desiludido" com a decisão governamental de incluir 320 hectares da mata do Ribeiro do Freixo na bolsa nacional de terras.
"Ficamos obviamente insatisfeitos e desiludidos com um Governo centralista que não entende as realidades do país e as necessidades que os municípios têm", disse Armindo Jacinto.
O autarca reagiu deste modo à decisão do Governo de aprovar a exclusão de 320 hectares da área florestal pertencente à Mata Nacional do Ribeiro do Freixo para disponibilização na bolsa nacional de terras.
À Lusa, Armindo Jacinto explicou que, há cerca de três anos, a Câmara de Idanha-a-Nova pediu que lhe fossem atribuídos os terrenos do Ribeiro do Freixo, situados naquele concelho do distrito de Castelo Branco, para poder aumentar a área da incubadora de empresas de base rural.
"Solicitámos que nos fosse atribuído o Ribeiro do Freixo, à semelhança do que fizemos com o Couto da Várzea, pagando obviamente uma renda. O Governo não o entendeu. Obviamente que esta é uma opção da qual discordamos e que não entendemos", acrescenta.
Segundo o autarca, o projeto da incubadora de empresas de base rural tem sido elogiado e até premiado e, por isso, não entende que o Governo não tenha tido em atenção estes aspetos.
"Quando se fala muito em municipalizar e descentralizar, aqui não houve um critério nesse sentido", sublinha.
E acrescenta ainda que faria todo o sentido que o Governo colaborasse com o município na otimização de recursos e na criação de mais investimento, emprego e riqueza, sobretudo quando se fala de territórios de baixa densidade, como é o caso de Idanha-a-Nova.
"Pedimos algumas audiências, mas não foi possível concretizá-las. Fomos apanhados de surpresa. Tivemos apenas a informação telefónica de que este pedido da câmara não iria ser aceite e não houve qualquer justificação, a não ser dizerem-nos que [o Ribeiro do Freixo] ia para a bolsa nacional de terras", adianta.
O autarca explica ainda que o pedido inicial da cedência destas terras foi feito junto do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que tutelava aquela propriedade.
Contudo, sustenta que o município "nunca recebeu nada por escrito", a não ser agora "uma informação oficiosa de que [o terreno] estava no banco nacional de terras", concluiu.
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