Por: Diario Digital Castelo Branco
A Comissão Municipal de Proteção a Pessoas Idosas do Fundão comemora, em 2014, o terceiro aniversário desde a sua constituição, tendo acompanhado até hoje 130 casos.
A Comissão Municipal de Proteção a Pessoas Idosas do Fundão comemora, em 2014, o terceiro aniversário desde a sua constituição, tendo acompanhado até hoje 130 casos.
Numa iniciativa pioneira a nível nacional, em 2010, o Município do Fundão começou os trabalhos que levaram à criação da Comissão Municipal de Proteção a Pessoas Idosas, sendo que esta iniciativa foi plenamente justificada com a projeção de que, em 2050, 12% da população mundial terá mais de 80 anos.
Desde a sua criação até à presente data, foram acompanhados por esta comissão 130 casos, dos quais se destacam problemáticas como o isolamento social, a negligência, os maus tratos psicológicos e a degradação da habitação. Registaram-se ainda algumas situações e risco socioeconómico, alcoolismo, idosos sem suporte familiar, problemas de saúde física, maus tratos físicos, entre outras.
De destacar o sucesso desta intervenção, dado que destes 130 casos acompanhados, apenas dez se encontram ainda em acompanhamento.
Esta Comissão é constituída por elementos da Câmara Municipal do Fundão, da Segurança Social, do Centro de Saúde do Fundão, das Forças de Segurança, IPSS’s ou ONG’s locais e outras entidades da comunidade.
A intervenção da Comissão Municipal de Proteção a Pessoas Idosas é complementada pela ação da Guarda Nacional Republicana (GNR) junto de idosos isolados, que são georreferenciados via GPS e acompanhados de forma sistemática, telefónica ou presencialmente pela Ação Social da Câmara Municipal do Fundão e pela própria GNR.
A realidade é que as situações de abuso têm aumentado substancialmente, sendo que 47% dos cidadãos da União Europeia consideram que estas situações de abuso são comuns, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou que 4% a 6% dos idosos que vivem em casa são vítimas de abuso, sendo que em 2011, Portugal estava entre os cinco piores no que diz respeito à foram de tratamento dos seus idosos, realidade confirmada pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), através dos registos entre 2000 e 2012, de um acréscimo de 120% dos crimes contra idosos, assim como a Linha do Cidadão Idoso da Provedoria da Justiça, que recebeu, só no ano de 2010, cerca de 2000 chamadas.
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