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Mundo 21 de maio de 2011

FMI: Sucessão de Strauss-Kahn tem início segunda feira

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O Fundo Monetário Internacional anunciou hoje que terá segunda feira início um “procedimento aberto, baseado no mérito e transparente” para eleger a 30 de junho o novo diretor geral do organismo depois da renuncia ao cargo de Dominique Strauss-Kahn.

O Fundo Monetário Internacional anunciou hoje que terá segunda feira início um “procedimento aberto, baseado no mérito e transparente” para eleger a 30 de junho o novo diretor geral do organismo depois da renuncia ao cargo de Dominique Strauss-Kahn.

“O período de nomeações abre a 23 de maio e encerra a 10 de junho”, refere o FMI em comunicado assinado pelo decano do Conselho de Administração, Shakour Shaalan.

Apesar de salientar que o processo será aberto, o FMI pretende que os “candidatos tenham uma trajetória distinta na gestão de políticas económicas ao mais alto nível”.

Durante o proceso, o FMI será dirigido pelo “número dois” John Lipskey, norte-americano, seguindo o protocolo de funcionamento do organismo depois da renuncia de Strauss-Kahn que está agora em prisão domiciliária nos Estados Unidos e acusado de tentativa de violação de uma empregada de hotel de Nova Iorque.

Depois de recebidas as nomeações, que devem ser apresentadas por um governador do FMI ou por um diretor executivo, o comité tornará pública uma lista com três candidatos.

Se o número de candidatos propostos for superior a três pessoas, o FMI manterá “em segredo” os nomes dos pré-selecionados até que sejam escolhidos os três finalistas “de acordo com o sistema de quotas de voto do Fundo” e num período máximo de sete dias.

O processo continua com uma entrevista e uma reunião do órgão máximo do FMI para escolher quem ficará a dirigir a instituição.

A sucessão de Dominique Strauss-Kahn no Fundo Monetário Internacional está a levar a um forte movimento diplomático com os países emergentes como a China a salientarem ter chegado a altura de escolher um dirigente não europeu, refletindo no FMI a realidade económica do mundo, ao mesmo tempo que várias nações europeias não querem perder o controlo da instituição.

Por tradição, o diretor geral do FMI é um europeu enquanto que o Banco Mundial é presidido por um americano, mas a nova realidade mundial permite hoje a várias nações emergentes reclamarem para si algumas decisões estratégicas e a ocupação de postos chave internacionais.

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