Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Cerca de 500 pessoas manifestaram hoje a sua “indignação” em frente à embaixada da Espanha em Bruxelas, em apoio ao movimento de contestação espanhol que exige uma regeneração da democracia.
Cerca de 500 pessoas manifestaram hoje a sua “indignação” em frente à embaixada da Espanha em Bruxelas, em apoio ao movimento de contestação espanhol que exige uma regeneração da democracia.
Na sua maioria eram jovens espanhóis imigrantes na Bélgica, que demonstraram o seu apoio ao movimento “Democracia Real Já”, com manifestações a decorrer há vários dias em Espanha e que agora, embora em escala menor, se está a espalhar por toda a Europa.
Ouviram-se as mais variadas palavras de ordem, como ‘reforma eleitoral já’, não somos mercadoria nas mãos dos políticos e banqueiros”, ou ainda ‘não só falta o dinheiro como sobram os ladrões’.
Os manifestantes, munidos de tachos e panelas, fizeram um intervalo para ouvir a leitura de um manifesto em que se apelava a “reivindicação de um futuro digno” e uma verdadeira “cidadania”.
Mais à frente foi feito um minuto de silêncio pelo “sequestro da democracia espanhola” e pelo “enterro da democracia” neste país ibérico.
“Há que reformar a democracia atual” defendeu Marc Lancharro, enfermeiro desempregado em Espanha à procura de trabalho na Bélgica, em declarações à Agência Lusa.
Este manifestante manifestou a sua “indignação com o que se passa em Espanha” e explicou que “cada vez há menos regalias sociais” e defendeu “uma reforma profunda da democracia atual”.
Para o belga Erik Demesster, a situação em Espanha é pior do que no seu país, mas sobretudo há que evitar que ela se propague a toda a Europa.
A manifestação pacífica não autorizada pelas autoridades competentes terminou cerca das 19:30 (18:30 de Lisboa), hora combinada previamente com a polícia.
Nos últimos dias têm circulado pelas redes sociais (Facebook e Twitter) e nas páginas online de apoio ao movimento espanhol, convocatórias para manifestações e "acampamentos" em cidades como Lisboa, Paris, Londres, Roma, Berlim e Bruxelas.
Como em Espanha, a convocatória insiste na natureza "pacífica" das concentrações, que pretendem conseguir mudanças políticas e económicas, e que o movimento não está ligado a qualquer força política ou sindical.
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