Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
“Hoje, fixo um novo objetivo, que é razoável, possível e necessário. Quando fui eleito para este posto [novembro de 2008], os EUA importavam 11 milhões de petróleo por dia. Em pouco mais de 10 anos, teremos reduzido este montante em um terço”, prometeu, em declarações citadas por agências internacionais.
Quando as cotações do petróleo estão nos níveis mais elevados desde 2008, Obama manifestou compreensão pelo descontentamento dos consumidores face aos preços nos postos de abastecimento, mas realçou, num ataque aos seus adversários republicanos, que “não há solução imediata” para a vulnerabilidade dos EUA às flutuações das cotações.
“Permaneceremos vítimas dos movimentos do mercado do petróleo, até que nos empenhemos seriamente numa política de longo prazo para obter energia segura e pelos nossos meios”, disse Obama, que discursava perante estudantes da Universidade de Georgetown, em Washington.
Lembrando que os EUA consomem 25 por cento do total mundial de petróleo, mas que só possuem dois por cento das reservas provadas, sublinhou que continuariam a importar produtos petrolíferos.
Mas em vez de citar a Arábia Saudita e a Venezuela, dois países exportadores com quem os EUA mantêm relações complexas, por vezes inclusive conflituais, evocou “vizinhos” estáveis como o Canadá, o México e o Brasil.
O presidente norte-americano defendeu também o aumento da produção nos EUA, encorajando as companhias petrolíferas detentoras de concessões a desenvolvê-las rapidamente.
Mas insistiu na necessidade de fazer a extração com toda a segurança, lembrando a maré negra da primavera de 2010, no Golfo do México.
Mencionou ainda o “potencial enorme” que os EUA têm no gás natural, com reservas que quantificou em um século, e os bio-combustíveis.
Obama também não ignorou a energia nuclear, cerca de três semanas depois do sismo e do maremoto que afetaram gravemente vários reatores nucleares e provocaram fugas radioativas no Japão.
“Os Estados Unidos obtêm um quinto da sua eletricidade do nuclear (…), mas estou determinado em fazer com que seja segura”, afirmou.
Obama mencionou ainda as economias de energia e as normas sobre o consumo dos veículos determinadas pelo seu governo desde há dois anos, quando se esperam novos objetivos em setembro, com validade para 15 anos.
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