Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Pedro Passos Coelho escusou-se a revelar o teor de uma “conversa privada” que manteve hoje com Merkel, à margem da cimeira do Partido Popular Europeu (PPE) – a maior família política europeia, à qual ambos pertencem -, mas reconheceu que discorda da chanceler alemã quando esta lamenta o chumbo do PEC, que considerava contemplar medidas ajustadas e ambiciosas.
“Não é a nossa opinião (PSD) e não é minha opinião. De resto, tive oportunidade de falar com a senhora Merkel e de lhe transmitir justamente esse ponto de vista”, afirmou.
Hoje mesmo, a chanceler alemã afirmara que Portugal tinha apresentado “um programa muito corajoso para os anos 2011, 2012 e 2013”, que considerava “apropriado”, pelo que lamentou “profundamente” que não tenha sido aprovado (na quarta-feira) pela Assembleia da República.
Passos Coelho sustentou que o PSD não pode ser responsabilizado pela atual crise política e lembrou que foi graças ao apoio dos sociais-democratas que as medidas de austeridade adotadas até este “PEC IV” foram aprovadas e implementadas.
“As dificuldades não nascem com a crise politica, a crise politica é uma consequência dessas dificuldades. E a senhora Merkel sabe também que foi graças ao PSD que, apesar de tudo, os compromissos firmes que Portugal adotou ainda no passado” foram adotados.
O líder do PSD, que falava à entrada para um jantar-debate com militantes sociais-democratas na capital belga, foi igualmente confrontado por jornalistas estrangeiros com as declarações de Merkel a lamentar a reprovação do PEC, aos quais respondeu em, inglês, “bem, não concordo com ela…”.
Questionado sobre se os líderes presentes na cimeira do PPE haviam sido críticos ou duros relativamente à posição adotada pelo PSD, Passos Coelho garantiu que “não, pelo contrário”, até porque sabem que o PSD foi o partido que lutou “pela estabilidade”, ao apoiar medidas do Governo de José Sócrates.
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