Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Port-au-Prince, 21 mar (Lusa) – O presidente do Conselho Eleitoral Provisório haitiano (CEP), Gaillot Dorsinvil, afirmou no domingo que a democracia tinha triunfado (no país), onde decorreu a segunda volta das presidenciais, noticiou a AFP.
“A democracia triunfou e permitam-me que saúde o primeiro artífice desta vitória: o povo haitiano”, disse Gaillot Dorsinvil no final da votação, em que 4,7 milhões de eleitores foram chamados às urnas para eleger um novo presidente.
Marcada por algumas irregularidades e até alguma violência de que resultaram duas mortes, a votação decorreu globalmente calma, devendo os eleitores escolher o novo presidente entre Mirlande Manigat, uma antiga primeira dama, e Michel Martelly, um cantor popular, que se apresentaram nesta segunda volta das presidenciais no Haiti.
“O povo haitiano respondeu maciçamente ao apelo (para ir às urnas) e fez a sua escolha. A contagem prossegue nas assembleias de voto. Os resultados preliminares serão publicados a 31 de março”, adiantou Dorsinvil.
O diretor geral do CEP, Pierre-Louis Opont, e o porta-voz adjunto da polícia nacional, Garry Desrosiers, deram conta da morte de duas pessoas em atos de violência ligados ao escrutínio.
A polícia nacional haitiana também fez cerca de duas dezenas de detenções relacionadas com fraudes na votação.
No entanto, globalmente, o CEP destacou que a calma reinou na votação, contrariamente à violência registada após a primeira volta das presidenciais, em novembro último.
"Foram registados alguns incidentes, que no entanto não terão impacto no conjunto da operação eleitoral”, considerou Dorsinvil em declarações à AFP.
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