Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Cooperativa de Produtores de Queijo da Beira Baixa, em Idanha-a-Nova, mostrou-se hoje satisfeita com o registo "Travia da Beira Baixa" como produto de Denominação de Origem Protegida (DOP), mas não tem expectativa que isso se reflita no aumento das vendas.
A Cooperativa de Produtores de Queijo da Beira Baixa, em Idanha-a-Nova, mostrou-se hoje satisfeita com o registo "Travia da Beira Baixa" como produto de Denominação de Origem Protegida (DOP), mas não tem expectativa que isso se reflita no aumento das vendas.
Em declarações à agência Lusa, João Fernandes classificou como "muito importante" a decisão da Comissão Europeia e sublinhou que foi ele próprio (enquanto presidente da Associação de Produtores de Queijo do Distrito de Castelo Branco) que deu início ao processo.
Acrescentou que tal não deverá significar um grande aumento nas vendas, porque "a Travia da Beira Baixa é um produto fresco com prazo de validade muito limitado", o que dificulta qualquer tentativa de conquista de novos mercados ou de internacionalização.
"Este selo é importante em termos de reconhecimento e de garantias para o consumidor, mas para o produtor não deve haver grandes alterações, além do facto de estar a comercializar um produto com mais um selo de qualidade", referiu o presidente da cooperativa de produtores.
João Fernandes explicou ainda que o processo de certificação foi levado a cabo porque "é filosofia" da instituição "trabalhar com produtos certificados".
"No caso da cooperativa, tirando a situação do bombom de queijo (que é um caso específico), passamos a ter todos os produtos devidamente registados", referiu.
A Cooperativa de Queijos da Beira Baixa produz anualmente cerca de 250 toneladas de Queijo Amarelo da Beira Baixa e Queijo de Castelo Branco, ambos com prémios internacionais, bem como Requeijão e a Travia da Beira Baixa.
A Travia da Beira Baixa representa menos de 10% da atividade da cooperativa e é um subproduto do queijo, que resulta da precipitação ou coagulação, por ação do calor, das proteínas contidas no soro resultante do fabrico dos Queijos da Beira Baixa.
Apresenta-se como uma massa de consistência macia, mal ligada, granulosa e de cor branca e a Comissão Europeia aprovou na quinta-feira o seu registo como DOP.
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