Por: Diario Digital Castelo Branco
O Centro Hospitalar Cova da Beira recebeu um simulador que «visa promover o transporte seguro de crianças no automóvel desde a alta da maternidade», anunciou António Salvado, enfermeiro do Serviço de Obstetrícia que integra a equipa do projeto Providas.
O Centro Hospitalar Cova da Beira recebeu um simulador que «visa promover o transporte seguro de crianças no automóvel desde a alta da maternidade», anunciou António Salvado, enfermeiro do Serviço de Obstetrícia que integra a equipa do projeto Providas.
O simulador - igual a um banco de automóvel - dispõe de três Sistemas de Retenção de Crianças (SRC), conhecidos como cadeirinhas, permitindo demonstrar às famílias a forma correta de transportar bebés e crianças em segurança.
Os equipamentos foram entregues no âmbito do projeto «Bebés, Crianças e Jovens em Segurança», enquadrado no Programa Nacional de Prevenção de Acidentes, promovido pela Direcção-geral de Saúde (DGS), Fundação MAPFRE, Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) e pela Dorel Portugal.
«O simulador e as cadeirinhas vêm reforçar a informação e formação que damos aos futuros pais», disse António Salvado. «Há vários anos que nenhum bebé sai da maternidade sem ser transportado no respectivo ovo [cadeirinha] mas a explicação para o seu correto transporte era verbal por não existir simulador», acrescentou.
António Salvado, Bruno Fernandes e Joana Amaral, enfermeiros dos serviços de Obstetrícia e Neonatologia receberam formação específica na área da segurança infantil e, ao longo do mês de Novembro, vão dar formação aos restantes profissionais de saúde dos dois serviços. Até ao final deste ano contam avançar para acções de sensibilização na comunidade, particularmente nas escolas.
Os três enfermeiros que desenvolveram o projeto ProVidas pretendem avaliar o contributo do das ações de formação com o simulador, na redução de acidentes rodoviários com crianças.
Segundo a DGS «a saúde não depende exclusivamente da prestação de cuidados. A influência do ambiente – social, biofísico e ecológico – é determinante. A manutenção e a promoção da saúde de todas as crianças é, pois, um imperativo para os profissionais e para os serviços».
Segundo uma actualização das regras de transporte de crianças em automóvel desde a alta da maternidade, publicada no site da DGS, «o recém-nascido deve viajar semi-sentado desde o primeiro dia», num sistema de retenção apropriado, salvo raras excepções.
Assim, as alcofas só devem ser usadas para casos especiais, como o de recém-nascidos prematuros, segundo recomendações da Sociedade Portuguesa de Pediatria.
Logo à saída da maternidade, o bebé deve viajar numa cadeirinha e voltado para trás, pois só assim a cabeça, pescoço e região dorsal estarão devidamente protegidos em caso de acidente
«Caso seja mesmo necessário, só a partir dos 18 meses será admissível que a criança viaje virada para a frente», sublinha a recomendação.
A autoridade de saúde lembra que os sistemas de retenção reduzem entre 90 a 95 por cento os casos de morte ou ferimentos graves em crianças.
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