Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A ideia de “universalizar” o património cultural dos PALOP é hoje e terça-feira em Maputo tema de reflexão entre os diretores nacionais da Cultura dos cinco países africanos de língua oficial portuguesa.
A diretora nacional do Património Cultural de Moçambique e porta-voz do encontro, Solange Macamo, disse à Lusa que, dos cinco PALOP, apenas Moçambique e Cabo Verde têm património reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), uma situação “estranha tendo em conta o imenso património que os cinco detêm”.
“É fundamental que os PALOP tenham os seus museus, monumentos, estátuas e objetos móveis com valor cultural reconhecidos universalmente, porque esse estatuto leva a uma responsabilidade coletiva de toda a humanidade”, enfatizou.
Mas, antes de um envolvimento internacional na conservação do património cultural dos PALOP, considera Solange Macamo, é necessário que os Estados criem competências técnicas para cuidar do seu próprio património, porque está em causa “a identidade, memória e soberania de cada Estado”.
“Conservar o património cultural é conhecimento, é técnica e os PALOP ainda não têm essas capacidades, até porque têm sido negligenciados no continente, devido à barreira linguística”, enfatizou Solange Macamo.
Para vencer “o descuido” com que os PALOP têm sido tratados em programas de formação em conservação de património cultural realizados no continente, os responsáveis pelo pelouro da Cultura dos cinco países querem sair do encontro de Maputo com “uma estratégia comum sobre a necessidade de valorização do património cultural”, disse a responsável moçambicana.
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