Por: Diario Digital Castelo Branco/Diario Digital
Uma pesquisa publicada pelo British Medical Journal pode amargar o pequeno-almoço de muita gente: o consumo diário de um ou mais copos de sumo de fruta eleva em até 21% o risco de desenvolver diabetes tipo 2.
Uma pesquisa publicada pelo British Medical Journal pode amargar o pequeno-almoço de muita gente: o consumo diário de um ou mais copos de sumo de fruta eleva em até 21% o risco de desenvolver diabetes tipo 2.
A doença, que é considerada uma epidemia mundial, afecta 347 milhões de pessoas, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).
O estudo, liderado por Isao Muraki, da Escola Médica de Harvard (EUA), analisou dados de mais de 187 mil homens e mulheres acompanhados por 24 anos para saber se o consumo de diferentes tipos de fruta poderia influenciar positiva ou negativamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2.
Mais de 12 mil participantes (6,5%) receberam diagnóstico da doença durante o estudo. A diabetes tipo 2, directamente relacionada com a obesidade, é caracterizada pela resistência do corpo à acção da insulina, que controla os níveis de açúcar no sangue, ou pela produção insuficiente da hormona.
Trabalhos anteriores já haviam tentado averiguar se o consumo de frutas poderia reduzir o risco de diabetes, mas, segundo os autores, não havia sido encontrada uma ligação forte entre uma coisa e outra.
Por isso eles decidiram analisar cada fruta separadamente. Mirtilo, uva e maçã, consumidos três vezes por semana, foram as frutas que mais diminuíram o risco de diabetes, em 26%, 12% e 7%, respectivamente.
Já o melão foi a única fruta cujo consumo esteve ligado a um aumento dos casos de diabetes. Os autores também notaram um aumento no risco de desenvolver a doença entre os que tomavam sumo de fruta.
Segundo os cálculos do estudo, trocando os sumos por um consumo frequente de quaisquer frutas inteiras, o risco de diabetes cai 7%; a queda pode ser maior dependendo da escolha de cada um (de novo, uva e mirtilo deram os melhores resultados).
De acordo com Daniela Jobst, nutricionista funcional e membro do Instituto de Medicina Funcional dos EUA, a diferença de resultado entre as frutas tem a ver com o seu índice glicémico (potencial de cada uma de gerar picos na produção de insulina) mas, talvez principalmente, com os nutrientes que cada uma delas tem.
«A diabetes envolve um processo de stresse oxidativo, aumenta a quantidade de radicais livres. Frutas como mirtilo e uvas têm fitoquímicos antioxidantes.»
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